Você vai caminhar das ruas movimentadas de Kathmandu, passando por vilarejos Sherpa e florestas de pinheiros, até o próprio Everest Base Camp. Prepare-se para noites em casas de chá, visitas a mosteiros com monges cantando e uma subida ao nascer do sol acima de Gorak Shep que fica na memória para sempre.
“Você vai querer comer mais dal bhat do que imagina,” nosso guia Pasang sorriu no café da manhã em Thamel. Na hora, não dei muita bola, mas no quinto dia já sonhava com aquela sopa de lentilha. A primeira manhã em Kathmandu foi um turbilhão de incenso e buzinas, mas de alguma forma chegamos ao avião minúsculo para Lukla. Esse voo é... digamos que não é para os fracos. Até hoje minhas mãos suam só de lembrar da aterrissagem. Mas quando pisei na trilha, com o ar gelado mordendo o nariz, tudo desacelerou de repente.
A caminhada até Namche Bazaar não é brincadeira. Cruzamos pontes bambas sobre o rio Dudh Koshi enquanto os iaques passavam tilintando seus sinos. O cheiro era de agulhas de pinheiro e fumaça de lenha na maior parte do tempo, exceto quando passávamos por uma padaria (sim, tem padaria a 3.400 metros — quem diria?). Pasang apontava picos que eu nunca tinha ouvido falar — o Ama Dablam parecia coisa de livro de contos — e às vezes parava para conversar com outros guias em nepalês. Eu gostava dessas pausas; me davam uma desculpa para recuperar o fôlego e fingir que estava admirando a vista em vez de ofegante.
Não esperava que os mosteiros fossem tão vivos por aqui. Em Tengboche chegamos bem quando os monges cantavam — o som ecoava pelas paredes de pedra e se espalhava na névoa fria da manhã. Minhas botas já estavam sempre enlameadas, mas ninguém parecia se importar. As casas de chá eram simples, mas acolhedoras; numa noite, uma tempestade sacudiu as janelas tão forte que pensei que iam voar, mas lá dentro todo mundo ria e jogava cartas à luz de velas.
A última etapa até o Everest Base Camp foi dura — o ar rarefeito faz as pernas parecerem noodles molhadas — mas ver as bandeiras de oração tremulando no vento em Gorak Shep valeu cada passo. No Kala Patthar, antes do nascer do sol, minha garrafa de água congelou, mas mal percebi porque aquela primeira luz no Everest é... palavras não dão conta. Mesmo agora, em casa, ainda lembro daquele momento em que tudo ficou silencioso, só o som da nossa respiração.
Esse trekking exige boa forma física por causa da altitude (até 5.364 metros) e caminhadas diárias de 5 a 9 horas.
Sim, um guia de trekking licenciado pelo governo acompanha o grupo durante toda a viagem.
Sim, traslado de ida e volta em Kathmandu com carro privado está incluso.
Você ficará em casas de chá ao longo da trilha e em hotéis 3 estrelas em Kathmandu.
O jantar está incluído; o café da manhã é servido nos hotéis em Kathmandu; outras refeições podem ser compradas nas casas de chá.
Sim, os voos ida e volta entre Kathmandu e Lukla fazem parte do pacote.
Recomenda-se levar pouca bagagem (menos de 10 kg); equipamentos essenciais podem ser comprados ou alugados em Kathmandu com ajuda do guia.
A idade mínima é 8 anos; bebês devem ficar no colo de um adulto em partes do percurso.
Sua viagem inclui traslado de ida e volta no aeroporto de Kathmandu em carro privado, todas as taxas e impostos governamentais, voos domésticos entre Kathmandu e Lukla com taxa de aeroporto inclusa, duas noites em hotel 3 estrelas em Thamel com café da manhã, onze noites em casas de chá na trilha (jantar incluído), além de um guia de trekking licenciado que ajuda com permissões e equipamentos durante a aventura.


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