Você vai colocar a mão na massa enrolando gravetos de incenso com artesãos locais perto de Hanoi, pintar seu próprio chapéu cônico em Chuông, saborear um almoço vietnamita caseiro na casa de um artesão ou à beira do rio, e experimentar a pintura tradicional em laca antes de voltar — com lembranças coloridas (e talvez algumas manchas de tinta) que ficam muito além do passeio.
Não esperava sentir aquele cheiro tão rápido — doce, defumado, quase picante. O ar na aldeia do incenso estava carregado dessa fragrância, e a cor estava por toda parte: feixes de gravetos vermelhos espalhados como flores gigantes secando ao sol. Nosso guia, Minh, nos chamou até uma mulher que mostrou como enrolava a pasta à mão. Meus dedos ficaram grudados rapidinho. Ela riu quando tentei imitar o ritmo dela — os meus pareciam lápis tortos em vez de gravetos de incenso, mas ela só sorriu e me deu alguns para levar pra casa mesmo assim.
A viagem saindo de Hanoi durou cerca de 40 minutos, mas parecia que já tínhamos deixado a cidade para trás. Na aldeia de Chuông, conhecemos o Sr. Tuan em sua pequena oficina, onde ele faz nón lá — os chapéus cônicos — desde criança. Ele nos deixou tentar entrelaçar as folhas de palmeira (mais difícil do que parece), e a neta dele ficava espiando a gente por trás de uma pilha de chapéus pela metade. Pintar meu próprio chapéu foi uma experiência estranhamente pessoal; escrevi meu nome com letras tremidas e tentei desenhar uma flor de lótus. Não sei se alguém reconheceria, mas é meu agora.
O almoço foi na casa de uma família — tigelas de arroz fumegantes na mesa, molho de peixe com cheiro forte, mas que ficou suave ao mergulhar as ervas frescas. Teve um momento em que todo mundo ficou em silêncio por um segundo antes de começar a comer; acho que estávamos todos com fome depois de tanta concentração nas artes manuais. Depois seguimos para a aldeia de laca Ha Thai, onde a luz refletia em bandejas tão brilhantes que pareciam molhadas. O processo é lento — camada após camada — e acabei com laca nas mãos tentando fazer uma pintura pequena. Minh contou que antigamente os moradores faziam peças para a realeza; fiquei rindo ali, com os dedos manchados de preto.
Se quiser, pode pedir para te deixar na Train Street, lá em Hanoi — é um caos à parte, com trens passando a poucos centímetros dos cafés apertados. Mas, para ser sincero, eu não parava de pensar naquelas flores coloridas de incenso secando ao sol fora da cidade.
As aldeias ficam a cerca de 15 a 40 km ao sul e sudoeste do centro de Hanoi; o trajeto de carro leva entre 30 e 45 minutos cada trecho.
Sim, você pode levar para casa seu chapéu pintado como uma lembrança personalizada de Chuông.
Sim, o almoço vietnamita caseiro está incluído nos passeios de dia inteiro — servido na casa de um artesão ou à beira do rio.
Em tours privados, é possível solicitar guias que falem francês, espanhol, italiano, japonês, chinês, coreano ou tailandês.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel está incluso para quem se hospeda no Bairro Antigo de Hanoi (exceto na opção “Guia Local”).
O passeio é acessível para cadeirantes e indicado para todas as idades; assentos para bebês podem ser disponibilizados se necessário.
Sim — você vai experimentar enrolar seus próprios gravetos com a ajuda dos artesãos locais na aldeia do incenso.
Sim, há a opção de pedir para ser deixado na Train Street para explorar mais depois das aldeias.
O seu dia inclui traslado de ida e volta do hotel no Bairro Antigo de Hanoi (exceto se escolher “Guia Local”), água mineral durante todo o percurso, todas as taxas e entradas pagas antecipadamente para evitar qualquer dor de cabeça, atividades práticas como fazer gravetos de incenso (com alguns para levar para casa), pintar seu próprio chapéu cônico como lembrança de Chuông, experimentar a arte da laca na aldeia Ha Thai — e claro, um almoço vietnamita caseiro servido por uma família de artesãos ou à beira do rio antes de voltar para a cidade.


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