Você vai sovar a farinha macia de Hokkaido, cortar ramen à mão com uma faca tradicional de Kappabashi e trocar sorrisos com os locais enquanto escolhe seu caldo preferido — depois, é só saborear o que preparou. É uma experiência prática, animada, às vezes bagunçada, mas sempre autêntica — um gostinho de Tokyo que fica na memória.
A primeira coisa que me chamou atenção foi o barulho das facas — nada ameaçador, só aquele som constante em Kappabashi, onde cada loja parece vender algo afiado ou brilhante. Nosso instrutor, o Sr. Sato, nos recebeu com uma reverência e um sorriso que me deixou à vontade (mesmo eu prestes a usar uma faca de cozinha do tamanho do meu antebraço). Havia duas famílias japonesas na mesa ao lado — a garotinha não parava de olhar para minha massa, como se estivesse avaliando minha técnica. Sinceramente? Ela provavelmente tinha razão.
Não esperava que a farinha fosse tão macia. Misturamos trigo de Hokkaido com água da torneira de Tokyo (que realmente tem um gosto diferente — mais pura, de algum jeito), e então sovamos e enrolamos até meus braços começarem a doer. O Sr. Sato nos mostrou como dobrar a massa e cortar em fitas finíssimas usando aquela pesada faca de soba. Meus primeiros cortes ficaram meio tortos, mas ele apenas assentiu e disse: “Boa forma!” Acho que foi só educação, mas vou aceitar.
Depois de cortar tudo, sentamos em mesas pequenas e escolhemos o sabor do nosso ramen — eu optei pelo miso envelhecido, que cheirava forte e terroso mesmo antes de provar. A sopa chegou fumegante; o vapor embaçou meus óculos por um instante. Foi uma sensação de orgulho silencioso comer algo que eu mesmo fiz (mesmo que minhas massas parecessem mais tagliatelle do que ramen). O pai japonês ao meu lado experimentou meus noodles e me deu um joinha — a filha dele riu quando tentei falar “oishii” direito. Até hoje lembro desse momento.
O workshop dura cerca de 30 minutos do começo ao fim.
Sim, crianças podem participar junto com adultos; bebês podem ficar no carrinho durante a aula.
Sim, há uma opção Vegan Wakame Ramen feita com kombu dashi e molho de soja tamari.
Não, quem tem alergia a trigo sarraceno não pode entrar, pois preparamos soba no local.
Sim, todas as áreas e superfícies são acessíveis para cadeirantes.
Sim, você vai saborear o ramen que cortou na sua mesa após o preparo.
A instrução principal é em japonês, mas há tradutores para inglês, francês, alemão, coreano e outros.
A aula é realizada no bairro Kappabashi, em Tokyo — famoso pelas lojas de utensílios de cozinha.
Sua experiência inclui luvas e aventais para todos do grupo; todos os ingredientes para fazer noodles de trigo ou trigo sarraceno; uso de ferramentas tradicionais, incluindo a faca especial de soba; suporte de tradução em vários idiomas; e ao final, você se senta para aproveitar seu ramen ou soba fresquinho com o caldo e acompanhamentos que escolher — tudo isso em Kappabashi, antes de voltar para a agitação de Tokyo.


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