Você vai passear pelo bairro histórico de cervejarias de Saijo com um guia que fala inglês, provando sakes raros — do quentinho de inverno ao congelado “Hyoka” — em sete cervejarias únicas. Prepare-se para rir dos nomes difíceis, se surpreender com aromas (como o vapor de arroz na chegada) e viver momentos reais com o pessoal local, sempre aberto a perguntas e brindes desajeitados.
Logo que saí da estação de Saijo, senti no ar um cheiro suave de arroz cozido no vapor — delicado, mas presente, como se grudasse nas antigas chaminés de tijolos da Sakagura-dori. Nossa guia, Yuki, acenou para nós com um sorriso e uma bandeirinha (disse que ajuda em meio à multidão, mas, na verdade, nunca a perdemos de vista). Ela começou contando que a água de Saijo é famosa para fazer sake — algo sobre minerais que não peguei direito, porque fiquei distraído vendo um senhor varrer as folhas na porta da cervejaria do outro lado da rua.
Começamos pelo Kamotsuru, onde assistimos a um vídeo sobre o Ginjo sake. Confesso que perdi o foco no meio (o jet lag não perdoa), mas quando serviram o primeiro Daiginjo Gold Kamotsuru em copinhos, todo mundo despertou. O sabor era gelado e limpo — quase floral? Yuki riu quando tentei explicar em japonês. Depois disso, fomos pulando de cervejaria em cervejaria — no Fukubijin, um sake quentinho para o inverno que deixou minhas bochechas vermelhas na hora. No Kamoizumi, o Junmai Ginjoshu tinha um toque terroso; alguém do grupo disse que lembrava cogumelos, mas de um jeito bom.
Curti como cada lugar tinha sua vibe: alguns com balcões de madeira polida e jazz suave, outros com cartazes desbotados e caixas empilhadas na entrada. O pessoal sempre fazia uma reverência quando entrávamos — mesmo quando a gente se atrapalhava com os sapatos ou pedia água entre um gole e outro. Fizemos uma pausa rápida para banheiro no centro turístico (dica: aproveite mesmo se não estiver precisando), e seguimos em frente. No Hakubotan, experimentamos o “Hyoka”, um sake congelado — gelado e doce, quase um vinho de sobremesa. Até hoje penso naquele sabor.
No fim — depois de uns oito copinhos pequenos — senti meus passos mais leves. A última parada foi no Sanyotsuru, onde o sake turvo parecia neve girando no copo. Alguém comprou uma caneca de cerâmica de lembrança; eu só tirei fotos e tentei não deixar o celular cair. O passeio tem só uns 1,5 km, mas parece mais longo com todas as paradas e as histórias que Yuki contou sobre as famílias das cervejarias e a relação de Hiroshima com o sake. Enfim, se você curte provar bebidas locais ou quer ver um lado diferente de Hiroshima além dos pontos turísticos tradicionais, esse bate-volta até Saijo vale muito — mesmo se “Junmai Daiginjo” não sair perfeito na sua pronúncia.
Você visita sete cervejarias de sake diferentes, todas a uma curta caminhada da estação de Saijo.
Sim, o tour é guiado por uma pessoa que fala inglês e explica a história de cada cervejaria e os tipos de sake.
A caminhada total é de cerca de 1 a 1,5 quilômetros pela rua Sakagura-dori.
Você experimenta vários tipos, incluindo Daiginjo, Junmai-shu, Junmai Ginjoshu, sake turvo e o congelado “Hyoka”.
Não, a lei japonesa proíbe a participação de menores de 20 anos — inclusive bebês — nessa degustação.
Não, o tour é focado em degustação; as áreas de produção não são visitadas.
Se houver vagas no dia, você pode se inscrever até quatro horas antes do início do tour.
Sim, guias em espanhol podem ser organizados se solicitados com antecedência.
Seu passeio da tarde inclui caminhadas guiadas entre sete cervejarias históricas em Saijo, perto de Hiroshima; todas as entradas; oito degustações diferentes, do clássico Daiginjo às especialidades sazonais como o Hyoka congelado; além das explicações do seu guia em inglês durante todo o percurso — só não esqueça de usar sapatos confortáveis para aproveitar bem as caminhadas entre os brindes.


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