Você vai caminhar entre os vinhedos com o próprio enólogo, provar seis vinhos locais numa varanda ensolarada com vista para as colinas do Monferrato e petiscar queijos, salame, palitos de pão e até bolo de avelã feito na casa. Não é só uma degustação de vinhos—é uma tarde dentro da história de alguém.
Sua tarde inclui uma caminhada guiada pelos vinhedos com Federico (o próprio enólogo), um tour pelas adegas e áreas de engarrafamento, seguido da degustação de seis vinhos locais numa varanda panorâmica—tudo acompanhado de queijos, salame, palitos de pão, avelãs torradas das próprias árvores e o especial bolo de avelã caseiro antes de você voltar para casa.
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Na adega estava mais fresco, as paredes de pedra suavam um pouco. Garrafas por toda parte—algumas empoeiradas, outras brilhando sob lâmpadas amarelas. Passamos por tanques e barris; Federico nos deixou dar uma espiada na área de engarrafamento também. Ele falou sobre o envelhecimento do Barbera d’Asti versus Calosso DOC e juro que entendi metade (meu italiano ainda está em progresso). Teve um momento em que ele me deu um punhado de avelãs torradas das próprias árvores deles—comi três antes de perceber que era pra compartilhar. O cheiro das uvas fermentando é difícil de descrever… meio forte, mas acolhedor? Ficou nas minhas mãos depois que toquei um dos barris.
Terminamos numa varanda que tem vista para aquelas colinas onduladas do Monferrato—o sol começando a se pôr atrás delas. Seis taças alinhadas na minha frente: primeiro os brancos (o Piemonte Chardonnay me surpreendeu), depois os tintos, finalizando com o Moscato d’Asti que tinha um sabor de primavera, de alguma forma. Queijos e salames locais em tábuas de madeira; palitinhos de pão que quebram na medida certa; bolo de avelã tão bom que quis repetir, mas fingi que não. Federico ficou com a gente a maior parte do tempo—contou histórias das colheitas do avô e riu quando tentei pronunciar “Calosso.” Ainda penso naquela vista às vezes, de verdade.
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