Prepare pratos clássicos gregos lado a lado com moradores locais numa cozinha iluminada de uma villa em Syros. Prove chá de ervas selvagens, enrole tortinhas de folha de videira, troque histórias durante entradas e pratos feitos em casa num pátio verde — e, se quiser, experimente vinhos e queijos da região. É prático, descontraído e vai deixar você satisfeito de vários jeitos.
Seu dia inclui uma aula prática de culinária grega de quatro horas na Villa Maria ou, às vezes, numa casa de campo perto de Finikas (com transporte incluso se necessário), todos os ingredientes para sete pratos sazonais preparados passo a passo, chá de ervas na chegada, a refeição compartilhada em um pátio sombreado ou jardim com vista para a baía — e, se quiser, pode adicionar uma degustação opcional de vinhos e queijos locais antes de voltar para a cidade satisfeito.
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Ler todas as avaliações ›A primeira coisa que percebi ao entrar na Villa Maria, em Ermoupolis, foi como a luz da manhã iluminava os azulejos antigos — dourada e meio empoeirada, como uma cena de um cartão postal antigo. Nossa anfitriã, Eleni, me entregou uma caneca de chá de ervas (ela disse que era sálvia selvagem e tomilho do monte, direto de Syros), e, sinceramente, o aroma lembrava aquele cheiro de verão depois da chuva. Eu normalmente não sou fã de chá, mas esse me fez parar e prestar atenção. Ela começou a contar que a comida grega é, na verdade, histórias de família contadas pelas receitas — as mãos dela se mexiam muito enquanto falava, o que ajudava a entender o sotaque.
Logo começamos a cortar e sovar na cozinha da villa — nada de chapéu de chef, só aventais e risadas quando alguém (eu) tentou falar “kolokithopita” sem errar. O cardápio muda conforme a estação; naquele dia preparamos tortinhas de folha de videira recheadas com iogurte e ervas, torta de abobrinha com hortelã e queijo de cabra, além de tomates recheados com arroz e pinoli. Eleni ensinou a enrolar as folhas de videira para que não desmanchassem (eu errei as duas primeiras). Ela ficava dando pequenas provadinhas pra gente — um patê de berinjela defumada no pão que tinha gosto de fumaça de fogueira e nozes. É curioso como a comida pode ser ao mesmo tempo nova e estranhamente aconchegante.
O almoço foi servido no pátio sombreado, sob umas videiras entrelaçadas. Tinha prato pra todo lado — entradas, pratos principais e até um halva de laranja com canela para a sobremesa, pegajoso e doce, mas leve. Se quiser, dá para incluir a degustação de vinhos e queijos; eu fiz isso, porque por que não? Descobri que os vinhos gregos não são só retsina (graças a Deus) — tinha um branco que quase parecia salgado, vindo de uma vinícola minúscula numa ilha que eu nunca tinha ouvido falar. Eleni servia cada taça e contava a origem de cada queijo; ela riu quando tentei pronunciar “graviera”.
Não esperava me sentir tão em casa tão rápido — talvez seja o ritmo daqui ou o jeito que todo mundo fica horas junto sem ficar grudado no celular. Voltando por Ermoupolis, ainda sentia o cheiro de limão nos dedos, de tanto que usei para raspar a casca da torta de leite. Até agora me pego pensando naquela mesa no pátio e como foi fácil me sentir parte dali por uma tarde.
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