Você vai explorar antigas terraças nesse tour guiado em Batad, conhecer agricultores que ainda moem arroz à mão, provar grãos fresquinhos e vinho local forte, e sentir o ar da montanha na cachoeira Tappiya. Com um guia local cuja família vive nessas colinas, cada passo vira uma experiência pessoal — especialmente ao acordar com a névoa ou rir juntos tomando vinho caseiro.
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A caminhada foi… bem, mais longa do que eu esperava (não sou exatamente um trekker experiente), mas o Mark nos animava com histórias de como o avô dele esculpia esses degraus à mão. Na vila de Pula, paramos para ver algumas mulheres batendo cestos de arroz com pilões de madeira — as mãos delas se moviam tão rápido que eu não conseguia acompanhar. Uma delas me ofereceu um punhadinho para provar; ainda estava quentinho da moagem e tinha um sabor de noz, quase doce. Depois, em Cambulo, experimentamos vinho de arroz caseiro — confesso que queimou mais do que eu imaginava, mas todo mundo riu quando eu tossi (acho que faz parte do ritual). A palavra-chave aqui é tour guiado em Batad, mas o que você realmente sente é como se estivesse caminhando pela história do quintal de alguém.
Quando chegamos na cachoeira Tappiya, minhas pernas estavam mole como macarrão, mas o banho frio me despertou na hora. Tinha crianças nadando e gritando em Ifugao — o Mark traduziu algumas coisas pra gente, mas a maior parte do tempo só ficamos observando. Naquela noite, na pousada, minhas roupas ainda cheiravam a grama molhada e fumaça de lenha; choveu forte depois de escurecer e eu fiquei acordado ouvindo os sapos lá fora. No caminho de volta, pela vila de Bangaan, um senhor nos mostrou como dividir bambu para fazer cestos — os dedos dele pareciam esculpidos em pedra. Chegamos em Banaue pouco antes das duas da tarde para pegar o ônibus; até hoje, toda vez que cozinho arroz em casa, lembro daquela vista lá de cima em Batad.
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