Você vai caminhar pelos famosos terraços de Sapa com um guia que fala inglês, conhecer moradores Hmong em Lao Chai e Ta Van, trocar histórias durante um almoço típico e voltar de carro para a cidade — provavelmente com as botas enlameadas. Prepare-se para risadas, conversas de verdade e paisagens que vão ficar na memória.
É um passeio de um dia saindo de Sapa, com paradas nos dois vilarejos e retorno de carro.
Sim, o almoço é servido numa casa local no vilarejo de Lao Chai durante o passeio.
É recomendado ter condicionamento físico moderado; não é indicado para quem tem problemas na coluna ou no coração.
O guia fala inglês durante todo o trekking.
Bebês são permitidos, mas devem ficar no colo de um adulto durante o transporte.
Um carro busca você no vilarejo Ta Van e leva de volta para a cidade de Sapa.
Seu dia inclui água mineral para a caminhada, um guia local que fala inglês e compartilha histórias pelo caminho, almoço com pratos tradicionais em Lao Chai e transporte de carro de volta a Sapa após visitar Ta Van — assim você não precisa subir aquelas ladeiras a pé de novo.
“O arroz cresce onde há paciência”, disse nossa guia Linh, apontando para os terraços que abraçam os pés do Hoang Lien Son. Nunca tinha visto tantos tons de verde juntos. O ar estava úmido — meio doce, na verdade — e dava para ouvir galinhas por perto, embora não as víssemos. Começamos a caminhada cedo em Sapa, as botas já enlameadas antes mesmo de sair da cidade. Linh seguia na frente, com sua saia índigo, acenando para mulheres carregando cestos e crianças correndo entre os bambus.
A descida até o vilarejo Lao Chai não foi difícil, mas o chão estava escorregadio — minha amiga quase perdeu o sapato na lama (ela ainda ri disso). Passamos por um grupo de mulheres Hmong tecendo brocados à beira do caminho; as mãos delas se mexiam tão rápido que eu não conseguia acompanhar. Uma delas me ofereceu uma pulseirinha feita à mão — gaguejei um “obrigada” em vietnamita e ela só sorriu. O almoço foi numa casa de madeira, com fumaça saindo da janela da cozinha. Arroz pegajoso, carne de porco com ervas da montanha, algo azedo e fresco que não sei nomear. Até hoje lembro dessa refeição quando chove aqui em casa.
Depois do almoço, seguimos para o vilarejo Ta Van. Lá é mais tranquilo — menos barulho de turistas, mais cachorros dormindo nas portas. Linh contou que os casamentos costumavam durar três dias por aqui (perguntei se alguém ainda aguentava isso; ela sorriu). O sol apareceu por um instante e tudo brilhou — os campos, o rio, até minhas botas enlameadas pareceram douradas por um segundo. Pegamos um carro de volta para Sapa depois, cansados, mas com uma leveza no peito. Tem algo em caminhar pelo dia a dia de outra gente que fica com você muito mais do que imagina.
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