Você vai andar de jeep aberto de Sapa até o Vale Muong Hoa, parando em mirantes panorâmicos e visitando vilarejos onde vivem famílias Hmong, Day e Dao. Com seu guia local, vai compartilhar um chá na cozinha de alguém, ouvir histórias do dia a dia e ver de perto as terraças de arroz — muito além de fotos.
O passeio dura cerca de 4h30, desde o traslado até o retorno.
Você vai conhecer as vilas de Lao Chai, Ta Van, Sau Chua, Hang Da e Ta Phin.
Sim, o traslado do hotel em Sapa ou ponto de encontro está incluso.
Sim, todas as entradas para visitar os vilarejos estão incluídas no preço.
Sim; bebês podem ir em carrinho e assentos especiais para eles estão disponíveis.
Se precisar, fornecemos capa de chuva para dias chuvosos.
Sim, um guia profissional que fala inglês acompanha todo o passeio.
Você vai encontrar as comunidades Hmong, Day e Red Dao durante a visita.
Seu dia inclui traslado do hotel em Sapa ou ponto de encontro, todas as entradas para os vilarejos do Vale Muong Hoa e arredores, água mineral para o passeio (você vai precisar depois de tanto ar puro), capas de chuva se o tempo fechar, capacetes para segurança se necessário — e claro, seu guia tranquilo que fala inglês e conhece todo mundo nessas estradas de terra, antes de te levar de volta à cidade.
Tem um momento em que a estrada se afasta da cidade de Sapa e, de repente, você está lá — as terras verdes dos arrozais descendo as colinas, a névoa agarrada nas bordas. Nosso motorista sorriu pelo retrovisor enquanto balançávamos pela estrada Muong Hoa, o vento batendo na minha jaqueta. Eu sentia cheiro de fumaça de lenha, talvez alguém preparando o almoço cedo. Paramos num mirante acima da vila Y Linh Ho; confesso que fiquei ali um tempo, sem falar nada. O vale é enorme — maior do que parece nas fotos — e os arrozais parecem pintados nas montanhas com um pincel molhado.
Nossa guia, Li, cresceu ali perto e apontava qual vila pertencia a cada grupo — as casas Hmong com suas portas azuis, as casas Day mais escondidas. Ela acenou para uma mulher carregando uma cesta nas costas; trocaram algumas palavras em Hmong e riram (Li tentou me ensinar a dizer “olá”, mas acho que estraguei tudo). Passamos pela vila Sau Chua, onde ninguém parecia notar a gente — nada de barraquinhas de souvenir, só crianças correndo atrás de galinhas e um senhor ajeitando o portão. Em certo momento, paramos na casa de uma família; dentro, o cheiro era de ervas secas e terra. A avó nos ofereceu um chá que tinha um sabor ao mesmo tempo defumado e doce.
A estrada ficou mais esburacada depois da vila Hang Da — a lama espirrava nos meus sapatos e eu nem ligava. De vez em quando, passávamos por pessoas curvadas nos campos ou ouvíamos vozes ecoando entre as colinas. Era como se estivéssemos deslizando um pouco no tempo. Quando chegamos à vila Ta Phin, Li nos levou para dentro de uma casa Red Dao (da tia dela). Ela me mostrou como bordam aqueles lenços vermelhos vibrantes — até hoje guardo um pedacinho do fio que ela me deu na minha bolsa. No caminho de volta para a cidade de Sapa, eu não parava de olhar para trás, para aquela luz do vale mudando ao nosso redor.
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