Você começa antes do sol nascer em Cusco, com transporte e café da manhã em uma vila andina antes de pegar os ATVs rumo à Montanha Colorida e Vale Vermelho. Prepare-se para paisagens incríveis, histórias locais com seu guia, muita poeira (e risadas), além de um almoço buffet antes de voltar cansado, mas feliz.
O passeio começa com o transporte entre 3h30 e 4h da manhã, buscando nos hotéis ou pontos centrais de Cusco.
Sim, um café da manhã buffet andino está incluso no restaurante Q’empo em Cusipata antes do passeio de ATV.
Você chega a mais de 5.000 metros ao visitar a Montanha Colorida (Vinicunca) e o Vale Vermelho.
Não é necessário ter experiência; os guias dão todas as instruções e equipamentos de segurança antes de começar.
Sim, após visitar Vinicunca e o Vale Vermelho, você volta para Cusipata para um almoço buffet antes de retornar a Cusco.
Sim, o transporte está incluído para quem está hospedado no centro de Cusco; caso contrário, há um ponto de encontro combinado.
Seu dia inclui transporte cedo do hotel no centro de Cusco (ou ponto de encontro), ida e volta com ar-condicionado, todo o equipamento de segurança para pilotar ATVs pelas paisagens selvagens dos Andes, acompanhamento de um guia local bilíngue durante todo o percurso, suporte de oxigênio e primeiros socorros se necessário, além de café da manhã e almoço buffet em Cusipata antes do retorno no fim da tarde.
A van me buscou em Cusco ainda no escuro — mal deu tempo de tomar um café antes do nosso guia, Diego, acenar para entrarmos. A viagem para o sul foi tranquila, todo mundo meio sonolento ou olhando pela janela. É impressionante como as luzes da cidade desaparecem rápido, dando lugar às colinas vazias dos Andes. Quando chegamos em Cusipata, o sol já começava a aparecer por cima dos telhados e o ar trazia aquele cheiro forte de grama fria misturado com fumaça de lenha. O café da manhã no Q’empo foi simples, mas reforçado — ovos, batatas e chá de coca. Tentei comer devagar, mas estava com muita fome.
Quando pegamos os ATVs, confesso que fiquei meio nervoso (nunca tinha dirigido um antes). Diego explicou rapidinho: capacete, não acelerar demais nas curvas, essas coisas. Os primeiros minutos foram bem esburacados; minhas mãos até formigaram de tanto segurar firme. Mas logo você pega o ritmo: vento no rosto, poeira por todo lado, ovelhas cruzando a trilha como se fossem donas do pedaço. Paramos uma vez porque um bando simplesmente não saía do caminho — um senhor acenou pra gente e gritou algo em quéchua que fez o Diego rir. Nem faço ideia do que ele disse.
A palavra-chave aqui é passeio de um dia para Montanha Colorida saindo de Cusco — é o que a maioria procura. Mas, na real? O passeio de ATV já é metade da diversão. Quando finalmente estacionamos perto de Lauramani, senti o ar rarefeito (5.000 metros não é brincadeira). As cores da Vinicunca pareciam quase surreais sob aquela luz forte da manhã — listras vermelhas, amarelas e turquesa que só fazem sentido quando você está ali olhando. Diego explicou que tudo isso é resultado de minerais acumulados por milhões de anos, mas eu mal ouvi; só fiquei olhando o horizonte onde o Vale Vermelho se estendia, parecendo Marte. O lugar era mais silencioso do que eu imaginava — só o vento e algumas vozes distantes.
O almoço em Cusipata estava até melhor que o café da manhã (talvez porque a gente já tinha suado a camisa). Na volta, o clima no transporte era diferente — todo mundo mais quieto, cansado, mas com aquela sensação boa por dentro. Se você está pensando em fazer um passeio de ATV para a Montanha Colorida e Vale Vermelho saindo de Cusco... prepare-se para sujar os tênis e sentir a cabeça mais leve no fim do dia.

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