Você vai acompanhar o Canal do Panamá de costa a costa com um guia local — vendo navios nas eclusas Pedro Miguel, navegando entre cargueiros no Lago Gatun, avistando macacos nas árvores e provando comida típica em Colón. Momentos que ficam na memória muito depois da viagem.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel na Cidade do Panamá está incluído.
Sim, você verá os dois lados — o passeio começa no Pacífico e termina em Colón, no Atlântico.
Você para para almoçar em um restaurante com comida típica panamenha em Colón; o custo do almoço não está incluso.
Sim, há chance de avistar macacos e outros animais selvagens enquanto navega perto da Ilha dos Macacos, dentro do Parque Soberania.
A viagem dura cerca de uma hora, dependendo do trânsito e das paradas pelo caminho.
O tour pode ser conduzido por um guia multilíngue.
Sim, é adequado para todos os níveis de preparo físico e bebês podem ficar no colo dos adultos.
O seu dia inclui traslado de ida e volta do hotel na Cidade do Panamá, água mineral durante o passeio, um passeio de barco pelo Lago Gatun com paradas na Ilha dos Macacos para observar a vida selvagem, além de transporte em van ou SUV com ar-condicionado, retornando no fim da tarde.
Confesso que estava meio receoso de que um “tour de um dia pelo Canal do Panamá” fosse só cheio de informações e sem emoção. Mas ali, do lado do Pacífico, vendo aquele navio enorme avançar devagarzinho pelas eclusas Pedro Miguel, senti arrepios. Nosso guia, Carlos — que nasceu e cresceu aqui — apontava detalhes que eu jamais teria reparado: o barulho da água batendo no casco de aço, os trabalhadores do porto acenando como se fosse um dia comum. O ar tinha um cheiro meio metálico, misturado com o verde das árvores ao redor.
A viagem até o rio Chagres foi tranquila, só quebrada pelas histórias do Carlos sobre os trabalhadores do canal e como construíram essa obra — algumas partes pareciam até impossíveis. Quando embarcamos no barco no Lago Gatun, senti a umidade no ar; a camisa grudou nas minhas costas rapidinho. Passamos por navios gigantescos de carga (me senti minúsculo do lado deles) e depois seguimos para a Ilha dos Macacos. Um macaco-prego até pulou na borda do nosso barco — meu coração pulou junto — e pegou uma fruta direto da mão de alguém. Todo mundo riu, até o Carlos, que disse que ainda se surpreende com essas coisas.
O almoço em Colón foi num lugar que servia arroz com frango e banana-da-terra — simples, mas muito saboroso depois de tanto ar puro. O lado do Atlântico tinha uma vibe diferente; talvez fosse a sensação de ter cruzado um continente inteiro em poucas horas. Na nova expansão do canal, vimos navios ainda maiores passando por eclusas gigantescas. Tentei imaginar como teria sido para quem viu isso pela primeira vez, décadas atrás… Deve ter sido de tirar o fôlego. Voltamos enquanto as nuvens da tarde começavam a chegar, cansados, mas com aquela energia boa de tudo que vimos.
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