Você vai de Marrakech a Essaouira com algumas paradas — primeiro para um chá, depois para ver o óleo de argan sendo feito por mulheres locais (e talvez avistar cabras nas árvores). Vai ter tempo para caminhar pelas muralhas da medina, comer peixe fresco no porto ou molhar os pés na areia do Atlântico antes de voltar. Um dia que fica na memória muito além do esperado.
Mal havíamos saído de Marrakech quando nosso motorista, Youssef, parou num café à beira da estrada — nada chique, mas o chá de hortelã estava quente e doce na medida certa para me despertar. Lembro do cheiro de diesel misturado com eucalipto no ar enquanto esticávamos as pernas. A viagem até Essaouira não é curta (cerca de três horas), mas ver cabras literalmente penduradas nas árvores de argan — parecia até que alguém tinha colado elas lá — fez tudo parecer menos uma simples transferência e mais uma aventura estranha desde o começo. Youssef riu da minha surpresa. “Às vezes elas sobem mais alto do que você imagina”, disse.
A parada na cooperativa de óleo de argan feita por mulheres foi mais tranquila do que eu esperava. Lá dentro, elas trabalhavam com as mãos, quebrando as nozes com pedras, e o cheiro de noz invadia o ambiente — quase terroso. Experimentei um pouco do óleo na pele (ele realmente absorve rápido), e uma das mulheres sorriu timidamente quando agradeci em francês meio atrapalhado. Não ficamos muito tempo, mas aquilo ficou mais marcado do que eu pensei.
Essaouira em si já parecia diferente de Marrakech — mais vento, ar salgado, gaivotas por todo lado, portas azuis batendo nas antigas muralhas da cidade. Nosso guia apontou onde filmaram Game of Thrones (fingi interesse pelo meu primo), mas, pra ser sincero, eu estava mais curioso com o mercado de peixe: montes de sardinhas prateadas brilhando sob as lonas, homens gritando preços que eu não conseguia entender. Andamos pelas ruas estreitas da medina, passando por marceneiros e gatos tomando sol nas escadas. Almoçamos peixe grelhado no porto; nada sofisticado, mas tão fresco que quase parecia doce. A areia entrava em tudo — acho que meus sapatos ainda estão cheios dela.
Depois do almoço, caminhei pela praia de Essaouira enquanto alguns se arriscaram a nadar (o Atlântico é gelado mesmo no verão). Tem umas muralhas de defesa em ruínas numa ponta que ficam dramáticas contra o céu — sentei um pouco ali ouvindo as ondas baterem nas pedras e pensando em como tudo ali parecia tão antigo comparado com minha casa. Na volta para Marrakech, já com o pôr do sol começando, percebi que não tinha checado o celular o dia todo, só as fotos. Isso diz muita coisa.
Cerca de três horas em cada trecho de van.
Sim, busca e retorno no seu hotel ou riad estão inclusos.
Sim — uma pausa num café e visita a uma cooperativa de óleo de argan pelo caminho.
Sim, se você levar toalha e roupa de banho; a água costuma ser fria mesmo no verão.
Não, o almoço não está incluído; você escolhe onde comer na cidade ou no porto.
A medina, as muralhas da cidade (Skala de la Kasbah), o porto de pesca, os souks, o bairro judeu (Mellah) e a praia são os destaques.
Você terá um motorista/guia que conta sobre as paradas; muitos comércios e barracas são tocados por moradores locais.
A van sai por volta das 16h; a chegada em Marrakech é prevista para cerca de 19h.
Seu dia inclui busca no hotel ou riad em Marrakech, transporte confortável em van com ar-condicionado e um motorista-guia simpático que conhece as rotas e histórias, entrada na medina de Essaouira para explorar no seu ritmo, além de paradas num café à beira da estrada e numa cooperativa de óleo de argan feita por mulheres locais, com retorno seguro à noite.


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