Você vai cozinhar lado a lado com uma família de Tbilisi, preparando pratos georgianos clássicos como khinkali e khachapuri, além de provar vinho e chacha caseiros. Espere risadas com as massas tortas e histórias entre goles dos destilados locais. Vai levar para casa novas receitas (e provavelmente farinha na roupa), além de amigos e memórias inesquecíveis.
O que me chamou atenção primeiro foi o cheiro — algo quentinho, como pão assando, misturado com o aroma marcante de ervas frescas. Acabávamos de sair da van depois que nosso guia, Lasha, nos buscou perto dos Banhos de Enxofre de Tbilisi. Ele nos conduziu por um corredor estreito, pedindo para tirarmos os sapatos na entrada. Tinha música tocando, uma voz feminina, talvez um canto folclórico georgiano antigo? Não consegui identificar, mas me senti como se tivesse caído de paraquedas numa reunião de família.
A anfitriã, Nino, me entregou um avental e sorriu ao ver minha dificuldade para dobrar o khinkali. “Sem estresse!” disse ela, mostrando como apertar a massa do jeito certo. Meu bolinho ficou meio torto perto do dela (todo mundo riu), mas, sinceramente, ficou perfeito depois que cozinhamos juntos. A cozinha era pequena, mas cheia de movimento — alguém picando nozes para o badrijani, outro servindo vinho branco caseiro em copos diferentes. O vinho tinha um sabor terroso que eu não esperava; Lasha brincou que era o “vinho do café da manhã” na Geórgia. Até hoje lembro daquele primeiro gole — tão seco e diferente do que estou acostumado.
Experimentamos de tudo: khachapuri cheio de queijo derretido (queimei a língua de tão apressado), um pão de milho chamado mchadi que desmanchava na mão, berinjela enrolada com pasta de nozes que tinha um aroma quase floral. O marido da Nino nos ofereceu chacha — a vodka georgiana — e avisou para não beber rápido demais, senão a dança ia sair torta. Mesmo assim, alguém arriscou uns passos de cha-cha-cha. Parecia menos um passeio e mais uma tarde sendo adotado por uma família.
Saí de lá cheio (talvez até demais) e com receitas escritas à mão guardadas na bolsa — Nino me entregou antes da despedida. Voltando pelas ruas antigas de Tbilisi, com farinha ainda na manga, percebi o quanto se aprende sobre um lugar só compartilhando uma refeição na cozinha de alguém. Nem tudo saiu perfeito — nunca consegui dobrar direito aqueles bolinhos — mas, pra falar a verdade, isso só deixou a experiência mais especial.
Sim, o transporte do ponto de encontro até a casa da família local está incluso.
A experiência dura cerca de 3 a 4 horas no total.
Não precisa ter experiência; os locais vão te guiar passo a passo.
Sim, o khinkali vegetariano pode ser preparado mediante pedido.
Você vai fazer khinkali, khachapuri, berinjela com nozes, salada georgiana e pão de milho (mchadi).
Sim, você vai provar vinho branco seco feito em casa junto com a refeição.
Sim, a vodka georgiana caseira (chacha) é servida durante a visita.
O ponto de encontro fica perto de opções de transporte público, próximo aos principais pontos centrais como os Banhos de Enxofre.
Seu passeio inclui transporte de um ponto central em Tbilisi até a casa de uma família local, onde você participará de aulas práticas para preparar pratos tradicionais como khinkali e khachapuri. Haverá muita comida caseira para compartilhar na mesa, além de degustação de vinho branco e chacha antes do retorno à cidade — tudo guiado por anfitriões simpáticos que adoram dividir sua cultura.


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