Prove clássicos afro-brasileiros na Pequena África do Rio, ouça histórias locais enquanto caminha pelas ruas animadas, experimente moqueca e coxinha com a guia, e termine com doces que ficam na memória muito depois do passeio.
Confesso que me inscrevi nesse tour gastronômico no Rio meio que só porque estava com fome — mas ali, no Largo da Prainha, com a música vindo de algum lugar (sempre tem alguém tocando algo no Rio), percebi que era muito mais que só comer. Nossa guia, Ana, começou contando a história da praça — algo sobre o samba ter nascido exatamente ali, onde estávamos. Ela nos entregou bolinho de feijoada, quentinho e com um leve toque defumado. Eu sentia cheiro de casca de laranja e um aroma terroso que não consegui identificar. Sumiu em duas mordidas. Quis perguntar pra Ana o que tinha dentro, mas meu português é… digamos, ainda está longe do ideal. Ela sorriu mesmo assim.
Fomos passeando pela Pequena África enquanto o sol da tarde ficava mais pesado — sabe aquela hora dourada em que tudo parece mais suave? No Angu do Gomes (ponto de encontro), serviram angu com linguiça e ovo por cima. A textura me surpreendeu: cremosa, mas diferente de tudo que eu já tinha provado. Na parede, uma foto do fundador; Ana contou que ele alimentou os trabalhadores do porto ali por décadas. As pessoas acenavam pra ela enquanto passávamos — parecia que ela conhecia todo mundo, ou talvez ali todo mundo se conheça mesmo.
Mais tarde, entramos num boteco minúsculo onde as mesas mal cabiam entre os cartazes antigos e pilhas de livros por todo lado. Teve coxinha também (queimei a língua porque não consegui esperar), e uma sobremesa doce no final com um leve sabor de coco. Alguém começou a cantar baixinho atrás da gente — não pra turista, só pra si mesmo. Foi como ser convidado para um segredo, de verdade. O passeio pela cena gastronômica do Rio não foi nada chique ou armado; foi bagunçado, autêntico e cheio de pequenas surpresas.
O ponto de encontro é no restaurante Angu do Gomes às 13h45.
Você vai provar moqueca (de peixe ou camarão), angu com carne, coxinha, bolinho de feijoada e uma sobremesa.
Sim, petiscos e jantar fazem parte da experiência.
Não, os guias conseguem se comunicar com quem não fala português.
Sim, é acessível para todos os níveis de condicionamento.
Sim, há opções de transporte público próximas ao ponto de encontro.
Bebês podem participar, mas devem ficar no colo de um adulto.
Seu dia inclui degustações guiadas de pratos clássicos afro-brasileiros como moqueca e angu do Gomes em vários pontos da Pequena África, além de petiscos e jantar para você sair satisfeito (e provavelmente sorrindo).


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