Prove cervejas belgas com moradores locais no centro de Gante antes de aprender a fazer seus próprios waffles — com cerveja, se quiser! Cubra do jeito que preferir e coma quantos conseguir. Não é só uma aula de culinária, é risada, amizade e memórias que ficam.
Seu dia inclui degustação de cervejas belgas (ou bebidas sem álcool), todos os ingredientes para waffles de Bruxelas à vontade com as coberturas que escolher, orientação de um anfitrião local em inglês (com tradução possível), além de bastante tempo para comer junto antes de voltar a explorar Gante.
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Escolher a cerveja para a massa do waffle foi uma decisão quase pessoal. Optei pela mais escura porque Bram disse que daria um toque caramelizado aos waffles. Misturar a massa foi uma bagunça — daquelas boas. Tinha farinha espalhada pra todo lado, e alguém acabou jogando açúcar no avental do vizinho sem querer. Ninguém se importou; só deixou tudo mais divertido. A massa tinha um cheiro quente e levemente lupulado, coisa que eu não esperava numa “aula de waffles em Gante”. Quando despejamos a massa na chapa quente, dava pra ouvir aquele chiado sutil — parecia chuva batendo no paralelepípedo lá fora.
Confesso que comer o primeiro waffle que fiz com minhas próprias mãos (e com cerveja na receita!) foi uma experiência meio emocionante. Talvez fosse só fome, ou talvez porque o Bram não parava de encher nossos copos e contar histórias da receita secreta da avó dele. A mesa ficou animada, todo mundo experimentando coberturas — calda de chocolate, chantilly, morangos — e discutindo qual combinação combinava melhor com a cerveja escolhida. Até hoje lembro daquela primeira mordida: bordas crocantes, interior macio e um leve toque ácido da cerveja.
Saí com os dedos grudados e feliz, segurando minhas anotações meio em inglês, meio no meu jeito. Voltar pelas ruas antigas de Gante depois de tanto açúcar e risadas foi quase um sonho — quem diria que uma “aula de waffles belgas em Gante” podia acabar parecendo um jantar na casa de um amigo?
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