Você vai passear pelos vinhedos albaneses perto de Durrës com um guia local, provar raki e azeite caseiros entre colinas, aprender sobre a história do vinho numa adega familiar e saborear comidas típicas harmonizadas com vinhos locais. Prepare-se para risadas, histórias reais e sabores que vão ficar na memória muito depois de deixar as videiras ao sol.
“Experimenta só um gole,” sorriu nosso guia Ardit, entregando um copinho de raki antes mesmo de pisarmos no vinhedo. Ardeu um pouco, mas de um jeito gostoso, e eu já sentia o cheiro das ervas selvagens vindo dos campos. A viagem saindo de Durrës foi rápida — uns 30 minutos, talvez? — mas parecia que havíamos chegado a um lugar mais antigo e tranquilo. As colinas se estendiam sob nuvens suaves, com oliveiras pegando os raios de sol. Eu não parava de pensar como aquilo era diferente da cidade, só o silêncio leve, interrompido de vez em quando por risadas ecoando entre as videiras.
Andamos entre as fileiras de uvas enquanto Ardit contava sobre a Biturica — a videira ilíria antiga que, dizem, foi o começo de tudo por aqui. Não entendo muito de vinho (costumo só concordar), mas ouvir como os comunistas transformaram essas colinas em vinhedos estatais foi surpreendentemente interessante. Tem algo em estar num lugar onde a história realmente aconteceu — dá pra sentir isso no chão. Em um momento, ele apontou para um muro de pedra antigo e disse que o avô dele colhia uvas ali antes de tudo mudar. O ar cheirava a terra e folhas amassadas; confesso que quis sentar ali mesmo.
A adega era fresca e com pouca luz, barris empilhados quase até o teto. A sommelier, Mira, nos serviu três vinhos albaneses diferentes — um deles tinha um toque quase apimentado — e trouxe pratos com queijo salgado, azeitonas, pão ainda quentinho e fatias de carne curada. Ela também nos ensinou a provar azeite; acho que fiquei meio atrapalhado tentando fazer direito (Mira não falou nada, mas percebeu). Tudo se misturava: risadas com nomes de uvas pronunciados errado, o tilintar dos copos, alguém contando histórias de contrabando de garrafas antigamente.
Não esperava me sentir tão conectado a esse cantinho da Albânia — um lugar que eu mal conhecia antes de reservar essa experiência nos vinhedos de Durrës. Até hoje lembro do primeiro suspiro do ar com cheiro de alecrim quando descemos do ônibus. Se você quer algo verdadeiro e simples (e gosta de vinho), vale cada gole meio desajeitado.
O vinhedo fica a cerca de 30 minutos de carro do centro de Durrës.
Sim, o transporte confortável com ar-condicionado está incluído, com serviço de busca incluso.
Você vai provar queijos tradicionais, carnes curadas, azeitonas, pão fresco e azeite extra virgem durante a degustação.
Sim, o guia conta histórias sobre as tradições locais, incluindo as videiras antigas e as mudanças na época comunista.
Sim, o guia profissional fala inglês durante todo o passeio.
Sim, é indicada para todos, pois as caminhadas são leves e tranquilas.
Sim, você vai conhecer uma adega ativa, onde a produção é explicada por uma sommelier.
As principais harmonizações incluem queijos, pão e azeitonas, que são vegetarianos; informe-se antes caso tenha restrições alimentares específicas.
Seu dia inclui transporte confortável com ar-condicionado saindo do centro de Durrës, um shot de raki caseiro na chegada ao vinhedo, caminhadas guiadas entre as videiras com histórias em inglês, degustação de azeite extra virgem junto com queijos tradicionais, carnes curadas, pão fresco e azeitonas no almoço — tudo harmonizado com vinhos de uvas autóctones albanesas antes de voltar relaxado (e talvez um pouco alegre).


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