Deixe Tirana para trás e aproveite um dia de calma à beira do Lago Belshi, caminhadas pelo castelo com vista para os telhados de Berat e refeições tranquilas em pátios iluminados pelo sol. Com histórias do seu guia local e tempo para explorar os bairros Mangalem e Gorica, esse passeio é um mergulho na história e nos sabores da Albânia no seu ritmo.
Saímos de Tirana logo depois do nascer do sol — ainda meio sonolentos, pra ser sincero — e vimos a cidade ficando para trás. A estrada serpenteava por colinas cheias de oliveiras e vilarejos pequeninos onde as pessoas acenavam das portas. Nosso guia, Arben, apontou uma padaria que ele gostava (paramos para comer byrek — ainda quentinho, desmanchando na mão). Quando chegamos ao Lago Belshi, o ar parecia outro — mais fresco, com um cheiro de terra. Um silêncio que você não encontra na cidade. Andamos um pouco pela margem; tentei jogar pedras para quicar, mas só molhei a mão mesmo. O café à beira da água tinha um sabor melhor do que devia. Talvez fosse só o lugar.
A viagem até Berat não demorou, mas eu ficava esticando o pescoço pra ver aquela primeira imagem das casas brancas empilhadas na encosta — “Cidade das Mil Janelas”, como Arben chamou. Ele contou que Mangalem e Gorica ficam frente a frente, separadas pelo rio Osum, como dois velhos amigos que vivem discutindo. Subir até o Castelo de Berat foi mais puxado do que eu esperava (calçado bom é essencial), mas dentro daqueles muros parece que o tempo volta atrás. Pedras antigas sob os pés, luz do sol refletindo nos afrescos da igreja no Museu Onufri — tanta cor que quase perdi a história do Arben sobre Onufri ter pintado o próprio rosto escondido nas obras. Ele sorriu quando contou; acho que gosta desse detalhe.
O almoço rolou em algum momento entre as ruas de pedra e as janelas emolduradas por parreiras — perdi a noção do tempo. O restaurante tinha cadeiras rangendo e pratos diferentes, o que dava a sensação de estar na casa de alguém, não num lugar comercial. A comida era simples: cordeiro grelhado, tomates com gosto de verão, pão ainda quentinho saindo do forno. Em um dado momento, um senhor numa mesa ao lado piscou pra gente enquanto colocava raki no café (não sei se é costume ou só coisa dele). Depois de tanto andar, sentar foi como cair num abraço macio.
Fico pensando em como Berat parecia tão silenciosa perto de Tirana — mesmo com crianças jogando bola numa viela e alguém cantando atrás de uma janela que não dava pra ver. No caminho de volta, o grupo ficou mais quieto também; talvez cansados ou só absorvendo tudo. Ainda vejo aquelas janelas pegando a luz do fim da tarde enquanto nos afastávamos — tem algo nelas que não se esquece fácil.
O tour dura o dia todo, saindo de manhã de Tirana e voltando à noite.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel em Tirana está incluso.
O ingresso para o Museu Onufri não está incluído; as outras entradas estão cobertas.
Sim, um almoço tranquilo em restaurante tradicional em Berat está incluído.
Sim, um guia local que fala inglês acompanha o grupo o dia todo.
Sim, é indicado para todos os níveis de preparo físico; bebês devem ficar no colo de um adulto.
Existem opções de transporte público próximas, caso precise.
Seu dia inclui transporte com ar-condicionado e traslado do hotel em Tirana, acompanhamento de um guia local que fala inglês durante as paradas em Berat e Lago Belshi, além de um almoço tranquilo em restaurante tradicional antes do retorno à noite.


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