Você vai sair de Ho Chi Minh com uma guia local que compartilha histórias reais de família pelo caminho. Experimente fazer papel de arroz numa vila tradicional (não se preocupe se não sair perfeito) e depois explore os históricos Túneis de Cu Chi no seu ritmo. Prepare-se para conversas sinceras, sabores surpreendentes e momentos que podem ficar com você por muito tempo.
O passeio dura cerca de 8 horas, incluindo o tempo de deslocamento saindo de Ho Chi Minh.
Sim, o traslado do hotel em Ho Chi Minh está incluído nesse tour privado.
Sim, você também vai parar em uma aldeia tradicional de papel de arroz no caminho.
Todos os ingressos estão inclusos — nada de taxas extras durante o passeio.
Você receberá petiscos locais durante a visita; é melhor não comer muito antes, pois vai provar bastante coisa pelo caminho.
O tour é acessível para cadeirantes e oferece assentos para bebês; algumas partes dos túneis podem não ser adequadas para todos.
Não, o guia se veste de forma casual para que a experiência pareça mais uma viagem com um amigo.
Seu dia inclui traslado do hotel em Ho Chi Minh em veículo com ar-condicionado, todos os ingressos para os Túneis de Cu Chi e a aldeia do papel de arroz, água mineral e petiscos locais durante o percurso, além de um guia particular que fala inglês, retornando ao hotel após explorar a história e o cotidiano fora da cidade.
Mal saímos de Ho Chi Minh quando nossa guia, Linh, começou a apontar os pequenos rios e as casas feitas de folhas de palmeira — confesso que nunca tinha percebido como a cidade se transforma rápido em um lugar mais tranquilo. Linh contou sobre sua infância em uma vila próxima, rindo ao lembrar de como ela roubava mangas da árvore do vizinho (ela jurou que o senhor ainda lembra disso). A van estava fresca e tinha um leve cheiro de chá de jasmim — ou talvez fosse só minha vontade de café. De qualquer forma, parecia que já estávamos em outro mundo.
Não esperava ficar com as mãos grudadas tão cedo no dia. Na aldeia do papel de arroz, uma senhora chamada Mai nos mostrou como espalhar a massa na tela quente — eu tentei, mas o meu ficou mais parecido com um desastre de panqueca do que algo para enrolar rolinhos primavera. Mai só sorriu e me deu outra concha. O ar estava cheio de vapor e aquele cheiro doce e azedinho do arroz fermentando. É engraçado como algo tão simples fica na memória; até hoje lembro da textura sob meus dedos.
Os Túneis de Cu Chi foram bem diferentes do que eu imaginava pelas fotos. Linh nos guiou por trilhas sombreadas enquanto os grilos faziam um barulho constante nas árvores. Ela contou histórias de famílias que se escondiam no subsolo — algumas delas eram da própria família dela — e mostrou crateras de bombas agora tomadas pela selva. Ao rastejar por um desses túneis (só um trecho curto, fique tranquilo), senti um misto de claustrofobia e uma estranha gratidão pela luz do dia. Terminamos dividindo petiscos de arroz grudado na sombra, todo mundo suado, mas ninguém parecia se importar. Houve um momento de silêncio, só ouvindo os pássaros e o som distante de motos vindo de algum lugar além das árvores.

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