Comece o dia antes do amanhecer em Cusco, viaje de trem por vales e florestas nubladas, e explore Machu Picchu com um guia — com tempo para descobrir tudo sozinho também. Prepare-se para risadas, histórias locais e vistas que vão ficar com você muito depois de deixar o Peru.
O tour dura cerca de 16 a 18 horas, com retirada por volta das 4h e retorno entre 20h30 e 22h.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel em Cusco está incluído na reserva.
Não, os ingressos para Machu Picchu já estão incluídos neste pacote.
Não há almoço incluso, mas você terá tempo em Aguas Calientes para escolher seu restaurante antes de voltar de trem.
É um tour em grupo pequeno, mas opções privadas podem estar disponíveis mediante pedido.
Sim, um guia profissional e multilíngue acompanhará sua visita dentro de Machu Picchu.
O transporte é acessível; porém, o acesso dentro de Machu Picchu tem limitações por causa do terreno irregular.
O dia inclui traslado porta a porta no hotel em Cusco, passagens de trem ida e volta entre Ollantaytambo e Aguas Calientes, ônibus até Machu Picchu, ingressos para os dois locais, além de um tour guiado de duas horas dentro da cidadela — tudo organizado para você curtir sem se preocupar com a logística.
“Já viu montanhas assim antes?” perguntou nosso guia, Marco, enquanto deixávamos Cusco antes do sol nascer. Eu ainda estava meio sonolento, segurando uma xícara de chá de coca no micro-ônibus, mas mesmo no escuro dava para sentir que algo grandioso nos esperava lá fora. Passamos por ruas silenciosas e vilarejos adormecidos até Ollantaytambo, onde o trem já estava cheio de viajantes e moradores carregando sacos de frutas e pães. O ar tinha um cheiro doce, talvez do rio ou das flores selvagens ao longo dos trilhos.
A viagem de trem até Aguas Calientes foi algo que eu não esperava gostar tanto. De repente, apareciam picos cobertos de neve, terraços antigos esculpidos nas encostas, e às vezes a névoa tomava conta de tudo. Marco apontava lugares onde as trilhas incas desapareciam na mata — ele contou que a avó dele costumava andar por ali quando era menina. Quando desembarcamos em Aguas Calientes (que, pra ser sincero, parece mais um mercado de montanha do que uma cidade), estava quente e barulhento, e todo mundo parecia se dirigir para os ônibus que sobem até Machu Picchu. Quase perdi meu ingresso no bolso — típico eu.
Entrar em Machu Picchu é como se um silêncio tomasse conta de todo mundo — até as crianças ficam quietinhas por um instante. Marco nos guiou por portas de pedra e praças iluminadas pelo sol, contando histórias dos templos e de como construíram tudo sem usar argamassa (até hoje não entendo como fizeram isso). Ele mostrou onde as lhamas gostam de tirar uma soneca na grama — uma até espirrou bem do meu lado, e todo mundo caiu na risada. Depois do tour, tivemos tempo livre para explorar; acabei sentando num muro baixo, olhando as nuvens passando lá embaixo. É difícil não se sentir pequeno naquele lugar.
Voltamos para Aguas Calientes para almoçar (escolhi truta com bastante limão) antes de pegar o trem da tarde de volta para Cusco. O sol se pôs atrás daquelas montanhas — lembro de pensar que nunca mais veria uma luz igual. Até hoje, quando alguém fala “passeio de um dia para Machu Picchu saindo de Cusco”, o que me vem à mente são aquelas sombras da manhã cedo e as histórias do Marco.
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