Você começa antes do nascer do sol em Cusco com traslado do hotel, depois embarca num trem panorâmico pelos vales das montanhas até Aguas Calientes. Com um guia local acompanhando seu grupo pequeno, vai explorar os terraços e templos de Machu Picchu — e quem sabe até ganhar um olhar curioso de uma lhama. O retorno é tranquilo e organizado, mas são os momentos silenciosos na montanha que ficam para sempre.
“Você tem certeza que está acordado?” meu amigo sussurrou enquanto esperávamos do lado de fora do hotel em Cusco, por volta das 3h45 — eu só tremia e torcia para o café fazer efeito logo. Nosso motorista chegou na hora certa (eu já esperava algum atraso) e partimos pelas ruas silenciosas, escuras e azuis da madrugada. A viagem até Ollantaytambo foi quase silenciosa, só quebrada pelo latido de algum cachorro ou risadas ecoando por uma viela. Eu não parava de pensar: isso está acontecendo mesmo — vamos ver Machu Picchu em um só dia.
O trecho de trem foi, na real, minha parte favorita — talvez porque finalmente pude relaxar e ver o mundo acordar. As janelas eram enormes, e a vista mostrava a névoa subindo pelas montanhas e flashes de vales verdes lá embaixo. Um casal peruano mais velho sentado à nossa frente compartilhou um chá de coca (tem gosto de erva, mas não é ruim) e apontou onde o rio fazia curvas que indicavam chuva chegando. Quando chegamos em Aguas Calientes, parecia que tínhamos viajado muito mais que 1h30. O ar tinha um cheiro terroso, misturado com um leve toque de fumaça de lenha vindo de algum café da manhã por perto.
Nosso guia local — Miguel — nos esperava na estação com uma plaquinha com nossos nomes (sempre meio engraçado, mas também reconfortante quando se está cansado). Ele conferiu se todo mundo tinha o passaporte em mãos antes de pegarmos o ônibus para Machu Picchu. A subida é cheia de curvas e bem íngreme; tentei não olhar muito para baixo. Dentro do sítio, Miguel não nos apressou — deixou a gente ficar em silêncio numa das plataformas enquanto explicava como os Incas construíram tudo sem usar argamassa (ainda não entendo como aquelas pedras se encaixam tão perfeitamente). Em um momento, uma lhama passou bem perto de mim e ficou me olhando como se soubesse todos os meus segredos.
Não esperava me sentir tão pequeno ali — como se estivesse dentro da história, mas ao mesmo tempo fora da minha própria cabeça por um tempo. Depois, descemos para Aguas Calientes para um almoço rápido (a truta estava surpreendentemente boa) e pegamos o trem de volta para Ollantaytambo enquanto as nuvens da tarde começavam a se formar sobre as colinas. Quando chegamos de volta ao hotel em Cusco, eu estava exausto, mas não conseguia parar de reviver aquela primeira visão de Machu Picchu na minha cabeça. É estranho como um lugar pode ficar grudado na gente assim.
O traslado do hotel acontece entre 3h30 e 5h, dependendo do horário do seu trem.
Sim, o traslado do hotel em Cusco está incluído no início do passeio.
O trajeto no trem panorâmico leva cerca de 1h30 em cada sentido.
Sim, um guia local que fala inglês ou espanhol acompanha seu grupo pequeno durante o passeio em Machu Picchu.
O pacote cobre traslado do hotel, passagens de trem ida e volta, ônibus até Machu Picchu, entrada no sítio e tour guiado.
O passeio é feito em grupos pequenos, com no máximo 10 pessoas por guia.
Sim, é obrigatório apresentar o passaporte original para entrar em Machu Picchu.
Não há almoço incluso; você terá tempo livre em Aguas Calientes para comprar algo após a visita.
O passeio não é recomendado para quem tem problemas cardiovasculares, mas é adequado para a maioria dos níveis de preparo físico.
Seu dia inclui traslado cedo do hotel em Cusco, transfer privado até a estação de trem em Ollantaytambo, passagens de trem panorâmico ida e volta para Aguas Calientes, ônibus até Machu Picchu e volta, ingresso oficial para a cidadela, além de um tour guiado em grupo pequeno com um especialista local que fala inglês ou espanhol, finalizando com o retorno ao hotel no fim da tarde ou à noite.
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