Você vai conhecer o povo Embera às margens do rio Chagres, provar suas comidas e ouvir suas músicas, caminhar pela floresta até uma cachoeira escondida para se refrescar e saborear frutas fresquinhas direto das mãos deles. Guias locais deixam tudo mais pessoal — prepare-se para risadas, sapatos sujos de lama e momentos que ficam na memória muito depois de voltar para a Cidade do Panamá.
Sabe aquela sensação de descer do barco e ser envolvido por um cheiro de verde? Foi assim que começou nossa aventura — a apenas uma hora da Cidade do Panamá, mas já no meio da floresta do rio Chagres. Nosso guia, Daniel, acenou para a gente na margem, onde algumas crianças Embera já riam da minha dificuldade com as sandálias. O ar estava cheio de fumaça de lenha e um aroma doce que eu não conseguia identificar. Seguimos o Daniel até a aldeia — ele conhecia todo mundo pelo nome, e isso fez parecer menos um passeio turístico e mais um convite especial.
As mulheres Embera nos mostraram como tecem aquelas cestas coloridas (tentei fazer também... digamos que tem um motivo para a minha não ter ido pra casa). O almoço foi peixe frito com banana-da-terra — simples, mas delicioso depois do passeio pelo rio. Passaram fatias de abacaxi e tangerina tão suculentas que acabei molhando a camisa toda. Um dos mais velhos tocava uma flauta feita de cana do rio; eu não entendia a letra, mas dava para sentir todo mundo prestando atenção. O tempo parecia desacelerar, do jeito bom, como se ninguém tivesse pressa.
Depois, pegamos outro barquinho rio abaixo — não muito longe — e caminhamos uns 15 minutos à beira d’água. O caminho estava enlameado em alguns trechos; quase perdi uma Croc naquele barro pegajoso (Daniel só sorriu). A cachoeira não era enorme, mas a água gelada fazia a gente prender a respiração, ainda mais depois de suar na trilha. Alguns se aventuraram a nadar sob a queda; eu fiquei sentado numa pedra, observando borboletas azuis voando. Ficou aquela calma entre os respingos — só o som dos pássaros e da água batendo nas pedras.
Fico pensando naquela música da flauta e na abertura das pessoas. Não era nada ensaiado ou perfeito — às vezes meio desajeitado, outras engraçado, sempre verdadeiro. Se você quer um passeio de um dia saindo da Cidade do Panamá que realmente seja diferente, esse tour na aldeia Embera vale muito a pena. Até hoje, quando lembro, ainda ouço pedaços daquela música.
O tour dura o dia todo, começando com o transporte do hotel, a cerca de uma hora da Cidade do Panamá.
Sim, é servido um almoço tradicional com peixe frito e banana-da-terra, além de frutas da estação e água mineral.
Recomenda-se usar sapatos de água ou Crocs, pois partes do caminho podem estar molhadas ou escorregadias.
A trilha até a cachoeira tem terreno irregular e pode não ser adequada para quem tem limitações de mobilidade ou certas condições de saúde.
É possível avistar macacos, aves tropicais, répteis, anfíbios e muita vegetação exuberante ao longo do rio e na floresta.
O transporte está incluído para a maioria dos hotéis na Cidade do Panamá; hotéis fora do centro podem ter custo extra ou necessidade de combinar previamente.
Se o nível da água estiver inseguro ou muito alto/baixo, será oferecida uma alternativa para banho ou essa parte do passeio poderá ser cancelada por segurança.
O passeio inclui transporte do seu hotel até o ponto de partida perto do rio Chagres, entrada na região Emberá Comarca, acompanhamento de um guia local que fala inglês e conhece atalhos da cidade e trilhas na floresta, frutas da estação como abacaxi ou tangerina, água mineral durante todo o dia, além de um almoço tradicional com peixe frito e banana-da-terra antes do retorno à Cidade do Panamá no fim da tarde.


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