Você vai provar vinhos das vinícolas mais antigas de Auckland com guias que conhecem cada barril pelo nome, almoçar num restaurante familiar (cardápio à escolha), andar descalço na areia preta da praia de Muriwai e provar mel artesanal antes de voltar — momentos simples que ficam na memória muito depois de sair da Nova Zelândia.
Ao sair da van em Kumeu, um cheiro fresco e terroso tomou conta do ar — parecia folhas molhadas e barris antigos. Michael, nosso guia nascido ali, sorriu e nos chamou para a vinícola da família Brajkovich. Lembro que alguém brincou sobre ser cedo demais para vinho, mas o primeiro Chardonnay parecia raios de sol depois da chuva. Michael contou como fermentam em barris franceses — até nos deixou espiar dentro deles. Tem algo simples e acolhedor num lugar que faz vinho desde 1944, mas que ainda parece a cozinha da família. Tentei falar “Gewürztraminer” direito, Michael só riu.
O almoço no Soljans foi animado do jeito que a gente gosta — taças tilintando, gente discutindo Pinot Gris versus Pinot Noir. Pedi um prato vegetariano (não lembro qual), que veio com um azeite apimentado que fez todo mundo querer pão para mergulhar. O almoço não estava incluído no tour, o que me surpreendeu no começo, mas no fim foi ótimo poder escolher o que deu vontade. Depois, seguimos por fazendas onduladas — cheia de ovelhas — rumo à praia de Muriwai.
O vento em Muriwai bateu forte. A areia preta grudou no meu tênis e o som do mar estava mais bravo do que eu esperava. Alguns locais observavam os atobás que fazem ninho nos penhascos (exceto entre maio e julho, quando eles migram). O cheiro era de sal, algas e um toque metálico da areia de ferro. Ficamos pouco tempo — só o suficiente para fotos e um momento de silêncio olhando a costa, onde tudo parecia maior do que eu.
Última parada: The Hunting Lodge Lawn Bar. Escolhi a tábua de vinhos — quatro taças pequenas alinhadas como uma pequena festa de degustação — mas teve gente que preferiu cerveja artesanal (sem julgamentos). O sol já estava mais baixo; o pessoal relaxava do lado de fora, rindo baixinho. Antes de voltar, provamos colheres de mel Manuka — pegajoso e com um doce herbal — e também o mel Arataki. Dá para comprar potes, mas confesso que ainda fico pensando naquele sabor semanas depois.
Sim, o transporte de ida e volta está incluído para hotéis selecionados em Auckland.
Não, o almoço e as bebidas no restaurante Soljans são pagos à parte, conforme o que você escolher no cardápio.
Visitamos três vinícolas: Kumeu River Wines, Soljans Vineyard Restaurant e The Hunting Lodge Lawn Bar.
Sim, o Soljans oferece opções vegetarianas no cardápio à la carte.
Sim, há tempo livre para explorar a praia de Muriwai e apreciar a costa.
Os atobás ficam na colônia durante o ano todo, exceto de maio a julho, quando migram para outras regiões.
Não, a idade mínima para participar é 18 anos.
Você vai provar Chardonnay, Pinot Gris, Pinot Noir, espumantes e outros, dependendo da seleção de cada vinícola.
O dia inclui transporte de ida e volta dos hotéis centrais de Auckland, traslado em minivan com ar-condicionado pelo Kumeu Wine Country até a praia de Muriwai, todas as degustações de vinho (e cerveja se preferir) em três locais diferentes, além de água mineral durante o percurso. Entradas estão incluídas; o almoço não, para que você possa escolher livremente no cardápio do Soljans antes de voltar para Auckland à noite.


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