Você vai explorar Wadi Rum de jeep com um guia local, fazer trilhas por cânions e subir pontes naturais, tocar inscrições antigas e compartilhar um almoço beduíno feito na brasa, no silêncio do deserto. Prepare-se para risadas, momentos sinceros com o guia e um pôr do sol que fica na memória.
Entrei na parte de trás do jeep na vila de Wadi Rum, ainda espreguiçando e tentando acordar de vez. O ar era seco, mas não frio, daquele tipo de manhã em que você sente cada respiração lá no peito. Nosso guia — Salem — ficou quieto no começo, só sorriu e me entregou um lenço para proteger do vento e da areia. Tentei amarrar igual a ele, mas acabei parecendo que ia para uma festa à fantasia. Ele riu e ajeitou para mim. O motor roncou e partimos, pulando sobre a areia vermelha rumo à nascente Lawrence. As pedras pareciam quase roxas na luz da manhã — nunca tinha visto cores assim.
Paramos no cânion Khazali e Salem mostrou inscrições antigas gravadas na pedra — disse que eram nabateias, ou talvez ainda mais antigas. Passei os dedos com cuidado, sentindo como a pedra era lisa perto da areia áspera ao redor. Em Wadi Rum, o silêncio não é silêncio de verdade; dá para ouvir o vento raspando nas rochas e pedrinhas se mexendo sob as botas. Em um momento, subimos o cânion Aby Khashaba — uns 40 minutos de caminhada — e confesso que fiquei sem fôlego no meio do caminho, mas Salem não apressou ninguém. Ele só ficou olhando um falcão que voava lá no alto.
O almoço foi simples: pão assado na brasa e um prato com grão-de-bico e tomate — não peguei o nome, mas tinha um sabor defumado e acolhedor. Sentamos sobre tapetes tecidos enquanto Salem preparava um chá doce no fogo. Sinceramente, dava para ficar ali a tarde toda só ouvindo ele contar sobre o acampamento da família ali perto (ele até convidou a gente para passar a noite). Depois fomos para a Pedra do Cogumelo e a Ponte Um Frouth — subir lá em cima parecia mais perigoso do que parecia lá de baixo, mas todo mundo conseguiu sem problemas.
O sol começou a se pôr atrás da Ponte Burdah enquanto voltávamos para o último ponto para ver o entardecer. A luz alongava as sombras na areia até parecer que tudo estava pintado. Tentei tirar foto, mas não ficou nem perto da realidade — sabe quando é melhor guardar a lembrança só para você? Até hoje lembro daquela vista quando o barulho da cidade fica demais.
O tour dura o dia todo, com várias paradas para caminhadas e almoço.
Sim, o almoço beduíno no estilo tradicional do deserto está incluso.
Você verá a nascente Lawrence, cânion Khazali, Duna de Areia, Little Bridge, Pedra do Cogumelo, Ponte Burdah, cânion Aby Khashaba (40 min de caminhada), Ponte Um Frouth e o pôr do sol.
Sim, há opção de pernoite em acampamento beduíno ou sob as estrelas, com custo extra.
O passeio é adequado para a maioria das pessoas, mas não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou no coração.
Sim, há transporte público disponível próximo à vila de Wadi Rum.
Sim, o passeio inclui traslado de pontos próximos na região.
Seu dia inclui traslado de pontos próximos na vila de Wadi Rum, transporte de jeep por locais famosos como nascente Lawrence e Pedra do Cogumelo, caminhada guiada por cânions como Aby Khashaba (cerca de 40 minutos), além de um almoço beduíno tradicional feito na hora no deserto, retornando perto do pôr do sol.


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