Explore Wadi Rum em um passeio de jeep com guia local, subindo dunas e descobrindo cânions antigos com gravuras centenárias. Prove o chá beduíno feito na fogueira, almoce perto da casa do Lawrence e, se quiser, passe a noite sob as estrelas com jantar e café da manhã no acampamento.
A primeira coisa que me chamou atenção em Wadi Rum foi o silêncio — parecia que o ar simplesmente pausava tudo. Nosso guia, Khaled, sorriu enquanto subíamos no seu 4x4 surrado (juro que já viu mais areia do que metal). Ele nos entregou água e comentou algo sobre o “ar-condicionado jordaniano” — ou seja, janelas abertas e vento bagunçando o cabelo. A areia vermelha parecia até irreal contra o céu. Primeira parada: Lawrence Springs. Camelos comiam calmamente sob umas árvores ralas, e Khaled mostrou um musgo que brilhava verde na sombra. Tentei subir para ter uma vista melhor, mas escorreguei numa pedra — Khaled riu e me ofereceu um chá doce do seu garrafa térmica. Senti um toque de cardamomo.
Saltamos por dunas que pareciam não ter fim — na Red Sand Dune, tentei correr morro abaixo e acabei com metade do deserto dentro do tênis (vale muito a pena). O cânion Khazali era mais fresco, de verdade; entrar lá parecia alguém ter desligado o sol. As paredes estavam cobertas de gravuras antigas — animais, pessoas, até uns rabiscos que pareciam grafites de antigamente. Khaled passou o dedo por uma delas e contou histórias de peregrinos que cruzaram esse caminho há séculos. No Little Arch, um casal francês tentou tirar selfie e quase deixou o celular cair da pedra — todo mundo riu e alguém se ofereceu pra ajudar. É estranho como é fácil fazer amizade por aqui.
Almoçamos numa sombra perto da casa do Lawrence — um monte de pedras que, de algum jeito, ainda está de pé depois de tanto tempo. Khaled fez fogo de novo para o chá (ele é viciado) e desembrulhou um pão recheado com algo picante e defumado — nunca descobri o nome. Depois de comer, ficamos sentados em silêncio, só vendo as sombras se moverem na areia. Mais tarde, paramos no Mushroom Rock e na Burdah Bridge para fotos (as formas são surreais), depois caminhamos pelo cânion Abu Khashaba, onde os pássaros ecoavam entre as pedras e dava pra sentir o cheiro das ervas selvagens esmagadas sob os pés.
Se decidir passar a noite — e sério, vale muito a pena — o acampamento é simples, mas seguro, escondido entre as rochas. O jantar sai quentinho de um buraco na areia; todo mundo se reúne em mesas baixas ou se estica nos tapetes enquanto as estrelas começam a surgir no céu, como se alguém tivesse ligado a luz. Tem risada em três línguas ao redor da fogueira e aquele mesmo chá doce circulando de novo. Deitei depois só ouvindo o vento passar pelas tendas e pensei: é isso que silêncio realmente significa.
O passeio oferece opções de dia inteiro ou mais curtas, conforme sua preferência.
Sim, o almoço está incluído, geralmente servido em estilo piquenique com pratos beduínos fresquinhos preparados pelo guia.
Sim, há opção de pernoite em tenda beduína privativa ou sob as estrelas dentro da área protegida.
Água mineral e chá tradicional beduíno são oferecidos durante toda a excursão.
Você vai conhecer Lawrence Springs, Red Sand Dune, Khazali Canyon, Little Arch, Mushroom Rock, Burdah Bridge (mirante), Abu Khashaba Canyon, Um Frouth Rock Arch, Cow Rock e Um Sabatah para o pôr do sol.
Sim, o sandboard está disponível se você reservar um passeio de meio dia ou mais.
Sim, seu motorista-guia fala inglês.
O traslado está incluído de locais designados; o retorno pode ser feito no Memories Aicha Luxury Camp sem custo extra.
O dia inclui traslado dos pontos próximos, passeio de jeep aberto com guia local que fala inglês; todas as entradas; bastante água mineral; almoço beduíno fresco estilo piquenique; pausas para chá tradicional; além da opção de pernoite em tenda privativa ou sob as estrelas com jantar e café da manhã no acampamento antes do retorno na manhã seguinte.


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