Você vai sair do Porto de Shimizu com um grupo pequeno e guia local, vendo o reflexo do Mt. Fuji no Lago Tanuki (se tiver sorte), caminhando pela névoa da Cachoeira Shiraito, provando saquê feito com água da montanha, experimentando o famoso yakisoba na animada rua de comidas de Fujinomiya e parando para beber água pura num santuário antigo—tudo isso antes de voltar para o navio com histórias novas.
A primeira coisa que notei foi o silêncio—só o ronco suave da van saindo do Porto de Shimizu e umas risadas nervosas entre desconhecidos. Nosso guia, Kenji, acenou com um sorriso que parecia ter som. Ele apontou para as nuvens agarradas ao topo do Mt. Fuji, como se ele estivesse se escondendo da gente. Fiquei olhando pela janela esperando o primeiro vislumbre claro, mas, pra ser sincero, a expectativa já era boa demais.
Paramos no Lago Tanuki, que estava tão calmo que dava pra ver o reflexo do Mt. Fuji—quase perfeito. Uma brisa bagunçou a imagem, mas gostei mais assim; parecia menos cartão postal e mais vida real. Kenji explicou sobre o “Fuji invertido” e tentou me ensinar a achar, mas eu não consegui. Depois descemos até a Cachoeira Shiraito—o spray no ar é refrescante e o som é mais alto do que você imagina, como seda rasgando, só que mais suave. O caminho estava meio escorregadio, mas ninguém se importou. Alguém até tentou contar quantos tons de verde tinham ao redor, mas desistiu.
Não esperava gostar de saquê às 11 da manhã, mas lá estava eu: provando um doce de ameixa e depois outro mais forte que fez meu nariz formigar. O dono da loja servia copinhos e brincava chamando de “Mt. Fuji líquido”. Comprei uma garrafa pra levar—acho que só vou abrir daqui a meses, mas naquele momento fez sentido. O almoço foi yakisoba na rua de comidas Omiya Yokocho, em Fujinomiya; o macarrão vinha com um pó de sardinha seca por cima (sabe melhor do que parece). Tinha família comendo nos bancos, crianças correndo com as mãos grudadas, todo mundo falando junto—parecia um pedaço autêntico da vida local.
A última parada foi o Santuário Fujisan Hongu Sengen Taisha. O lugar é mais tranquilo, mesmo com outros visitantes. Provamos a água do Lago Wakutama—gelada e tão transparente que dava pra ver as pedrinhas no fundo—e Kenji explicou por que as pessoas vêm aqui antes de subir o Mt. Fuji. Pensei em todos aqueles anos de neve derretendo em algo que dá pra provar de verdade. Antes de voltar pro porto, subimos até o terraço do Centro do Patrimônio Mundial; vento no cabelo e, finalmente, uma vista completa do Fuji sem nuvens bloqueando o rosto… ou talvez ela tenha deixado a gente aproveitar esse momento.
O tour dura algumas horas e foi pensado para o tempo limitado dos passageiros de cruzeiros no porto.
Não há almoço incluso, mas você vai parar na rua de comidas Omiya Yokocho em Fujinomiya, onde pode comprar pratos locais como yakisoba.
A entrada no Centro do Patrimônio Mundial do Mt Fuji está incluída; a visita à Cachoeira Shiraito é gratuita.
Sim, o transporte do Porto de Shimizu está incluso como parte da logística do tour.
O guia fala inglês durante o passeio.
Sim, bebês podem participar se estiverem em cadeirinha; informe os organizadores se houver crianças menores de 5 anos.
Você visita o interior do Santuário Fujisan Hongu Sengen Taisha, incluindo o Lago Wakutama.
O passeio é indicado para a maioria dos níveis de condicionamento, mas não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular fragilizada.
Seu dia inclui transporte do Porto de Shimizu, veículo com ar-condicionado e guia local que fala inglês, cuidando das taxas de estacionamento e entrada no Centro do Patrimônio Mundial do Mt Fuji; paradas para degustação de saquê (com compra opcional), tempo na Cachoeira Shiraito e no Lago Tanuki, além de tempo livre na rua de comidas de Fujinomiya antes de voltar confortavelmente para o navio.


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