Deguste o melhor de Little India, Kampong Glam e Chinatown em Singapura a pé, com um guia local que conhece todos os atalhos (e petiscos). São nove pratos diferentes — de clássicos de rua a opções premiadas — com histórias para cada garfada. Você vai sentir a essência de cada bairro, não só passar por eles.
O tour dura cerca de 5 horas do começo ao fim.
Você vai provar de 9 a 10 pratos ou bebidas durante o passeio.
O tour passa por Little India, Kampong Glam e Chinatown em Singapura.
O preço inclui todas as degustações (cerca de 9 a 10), que juntas formam uma refeição completa.
O grupo é pequeno, com no máximo 10 pessoas por tour.
Uma garrafa de água mineral é incluída para cada participante junto com as degustações.
Não há transporte do hotel; os participantes se encontram no ponto de partida combinado.
Essa informação não está especificada; consulte diretamente caso tenha restrições alimentares.
Seu dia inclui cinco horas explorando Little India, Kampong Glam e Chinatown a pé com um guia local licenciado em grupo pequeno (máximo 10 pessoas), nove a dez comidas e bebidas imperdíveis ou recomendadas pelo Michelin em hawker centers e mercados, além de água mineral durante o percurso.
Quando chegamos ao Tekka Centre, em Little India, o ar já estava carregado de cardamomo e massa frita — acho que minha camisa ainda guarda um leve cheiro de especiarias. Nossa guia, Li, nos chamou para um carrinho onde pediu algo chamado vadai (tentei falar, Li riu e balançou a cabeça). A primeira mordida veio quente e crocante, com um toque inesperado de pimenta verde. Olhei ao redor e percebi que todos na mesa tinham aquela mesma expressão — surpresa e talvez um pouco de prazer. Estávamos só começando, mas já dava para sentir que esse não seria um tour qualquer de “marcar pontos”.
Depois seguimos para Kampong Glam, com a mesquita Sultan de cúpulas douradas brilhando ao sol. A Haji Lane estava vibrante, cheia de murais e lojistas conversando em malaio — alguém tocava música pop antiga num alto-falante meio ruim. Perto do Spice Garden, nossa guia quebrou alguns cravos secos para sentirmos o aroma; era ao mesmo tempo forte, doce e terroso. Não sei por quê, mas aquele cheiro ficou gravado na minha memória mais do que qualquer outra coisa naquele dia. O almoço rolou entre as lojas da Jalan Besar e a Muscat Street — espetinhos de satay tão defumados que dava para sentir o carvão antes mesmo de morder.
Chinatown parecia mais agitada, como se tudo acelerasse assim que cruzamos a rua. O Templo da Relíquia do Dente de Buda se destacava à frente, mas confesso que estava mais focado nas barracas do Maxwell Food Centre — Li insistiu que experimentássemos o arroz de frango Hainanês (“Se você não provar isso em Singapura,” ela disse, “não é uma visita de verdade.”). E não estava errada. O arroz parecia cozido em caldo por horas; nada sofisticado, mas dá para entender porque as filas são longas. Depois passeamos pela Ann Siang Hill, com a barriga cheia e andando mais devagar.
Não esperava me sentir tão conectado à história de Singapura só comendo pelos bairros. Não era só comida — embora nove degustações não sejam brincadeira — mas ver como as pessoas vivem ali hoje: famílias fazendo compras nos mercados, tios tomando kopi em cadeiras de plástico, crianças correndo entre as mesas. As cinco horas passaram voando. Às vezes ainda lembro da primeira mordida no vadai ou do cheiro de Chinatown antes do almoço — uma mistura de gengibre com chuva, de um jeito inexplicável.
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