Você vai atravessar o Salar de Uyuni de 4x4, subir ilhas cheias de cactos, ver flamingos selvagens nas lagoas vermelhas, relaxar nas águas termais perto dos gêiseres e trocar histórias com os locais durante refeições simples — tudo com um guia que conhece cada curva do caminho. Prepare-se para risadas, manhãs geladas e paisagens que ficam na memória muito depois da viagem.
Já estávamos pulando pela crosta branca e rachada do Salar de Uyuni quando percebi como estava estranhamente silencioso — só o nosso guia, Mario, que não parava de apontar aquelas “janelinhas” no sal onde a água borbulhava. O ar tinha um cheiro leve, meio mineral, quase metálico. Começamos pelo antigo Cemitério de Trens, que parecia cena de filme — locomotivas enferrujadas meio engolidas pela areia. Um garoto vendia miniaturas de sal em forma de lhama; comprei uma para dar sorte (ainda guardo). O salar em si parecia não ter fim. Na Ilha Incahuasi, subimos entre cactos maiores que eu e olhamos para um mar branco infinito. Não esperava me sentir tão pequena — e tão animada para tirar aquelas fotos de perspectiva engraçadas.
O segundo dia começou cedo — talvez cedo demais — mas tinha café e as histórias do Mario sobre crescer perto de San Juan. Ele zoava a gente por estar tremendo (“É só -5°C!”) enquanto cruzávamos o Deserto de Siloli. A paisagem não parava de mudar: de repente, flamingos cor-de-rosa por toda parte na Lagoa Hedionda, depois pedras esculpidas pelo vento que pareciam que não iam ficar de pé, mas ficavam. O almoço era simples — arroz, legumes, bife de lhama — mas depois de horas naquele ar seco, parecia um banquete. Na Lagoa Colorada, a água é mesmo vermelha (não tem Photoshop), com manchas brancas de minerais e mais flamingos do que eu conseguia contar. Tentei falar “flamingo” em espanhol e errei feio; o Mario riu tanto que quase derrubou a cuia de mate.
Na última manhã, acordamos antes do sol para ver os gêiseres soltando vapor no frio azul-escuro. Cheirava a ovo podre, mas era um espetáculo de outro mundo. Alguns se arriscaram nas águas termais — eu só molhei os pés porque, sinceramente, não queria sair daquele vento gelado. Chegamos na Lagoa Verde bem quando o sol iluminava o vulcão Licancabur; tudo brilhava num verde suave e só o motor da van fazia barulho. Cruzar para o Chile foi meio agridoce — queria mais tempo só parado ali, respirando aquele ar fino da montanha. Ainda penso naquela vista quando a cidade fica barulhenta demais.
O tour tem duração de 3 dias e inclui duas noites de hospedagem.
Sim, o transfer está incluso, com busca na cidade de Uyuni no início do passeio.
Você ficará uma noite em San Juan (quarto duplo ou compartilhado) e outra em dormitório de hostel com banheiros coletivos.
Sim, as refeições estão incluídas — pratos simples e locais, como arroz, legumes e carne de lhama.
Sim, há uma parada nas piscinas termais onde você pode nadar se quiser.
Sim, você vai conhecer a Lagoa Colorada para ver suas águas vermelhas e os flamingos.
Você vai viajar entre 3.600m (Uyuni) até mais de 4.800m perto dos gêiseres e lagoas — prepare-se para a altitude.
Crianças podem participar, mas ocupam assento/cama normal como adultos; verifique recomendações de saúde por causa da altitude.
Seus três dias incluem todo o transporte em veículo 4x4 pelo Salar de Uyuni e rumo ao sul, em direção ao Chile; duas noites de hospedagem (uma em San Juan e outra em hostel); refeições simples durante todo o tour; entrada nos principais pontos como Ilha Incahuasi (quando acessível), lagoas coloridas, gêiseres e águas termais; além do acompanhamento de um guia local que cuida da logística e compartilha histórias pelo caminho — mesmo que seu espanhol não seja perfeito.


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