Você vai fazer uma trilha pela selva até as cavernas Nohoch Che’en em Belize e depois flutuar em boias sob formações cristalinas antigas. Com guia local e todo equipamento incluso, além do almoço, você vai viver momentos de silêncio e risadas, passando da escuridão fria para a luz do rio.
A viagem até Nohoch Che’en é de 69 km a partir do local de embarque.
O passeio completo, do embarque ao retorno, dura cerca de 4h30 a 5h.
Sim, o almoço está incluso após a aventura no tubing.
Não, colete salva-vidas, capacete, lanterna e boia são fornecidos.
Não é recomendado para quem tem problemas cardiovasculares.
A caminhada leva cerca de 25 minutos e exige preparo físico moderado.
Sim, todas as taxas de entrada estão incluídas na reserva.
O dia inclui transporte com ar-condicionado do porto ou hotel, todas as taxas para a Reserva Arqueológica Nohoch Che’en, uso de colete salva-vidas, capacete, lanterna e boia para o tubing, além de um almoço reforçado antes de sair da selva.
“Não deixe o capacete cair,” Charlie sorriu ao me entregar — claro que quase deixei. A viagem do porto até Nohoch Che’en parecia o Belize despertando devagar; janelas abertas, ar quente com um cheiro doce e verde. Eu via gente local acenando para nossa van ou só sentada debaixo das árvores, com a camisa arregaçada. Pegamos o equipamento — coletes salva-vidas, lanternas que deixavam todo mundo meio engraçado — e começamos a trilha de 25 minutos. O caminho estava lamacento em alguns trechos, mas macio para andar, com pássaros fazendo um barulho estranho e ecoando lá no alto. Não esperava suar tanto antes mesmo de chegar na entrada da caverna.
Dentro da caverna, tudo mudou. O ar ficou fresco e quase silencioso, só o som da água pingando lá longe. Flutuar na boia parecia estranho no começo — uma sensação de leveza, mas sem confiar totalmente. Charlie começou a contar histórias sobre rituais maias e apontou aquelas formações de cristais que pareciam cachoeiras congeladas na luz da lanterna. Às vezes ele parava para a gente escutar; dava para ouvir o próprio coração batendo nas paredes se você ficasse quieto tempo suficiente. Em um momento achei que senti um cheiro de terra molhada — pedra úmida, talvez? — difícil de explicar se você não esteve lá.
Perdi a noção do tempo ali dentro. Quando saímos para a luz do sol, meus olhos precisaram de um tempo para se acostumar e alguém atrás de mim riu porque meu cabelo estava todo amassado pelo capacete. O almoço foi simples, mas perfeito depois de tudo aquilo: um ensopado de frango com arroz e feijão, nada sofisticado, mas com gosto de comida de vó (talvez fosse mesmo?). Contamos histórias enquanto comíamos e Charlie zoava quem tinha gritado na parte mais escura da caverna (jamais vou admitir que fui eu). Ainda lembro daquela flutuação — o silêncio dentro da caverna, como se estivesse entre dois mundos.
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