Você vai sentir o pulso selvagem da Patagônia descendo o Río de las Vueltas perto de El Chaltén — com o Fitz Roy imponente, guias experientes em cada remada e um mate quentinho te esperando no fim. Prepare-se para risadas, respingos, ar gelado das geleiras e lembranças que ficam para sempre.
Seu dia inclui todo o equipamento técnico para rafting (roupa de neoprene, botas, capacete e mais), um traslado curto da base até a entrada do rio perto de El Chaltén com guias locais em cada etapa, além de bebidas quentes como mate ou café com doces na base ao final — antes de voltar para a cidade no seu tempo.
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Ler todas as avaliações ›Ainda lembro do silêncio no domo da Comarka Rafting antes de começarmos — só o sussurrar do vento na grama ao redor de El Chaltén e a galera ajeitando suas roupas de neoprene. Nosso guia, Pablo, me entregou as luvas e sorriu como se soubesse algo que eu não sabia. Confesso que estava nervoso, mas tinha um conforto estranho em vê-lo brincando com os outros guias em espanhol. Parecia real — como se fôssemos fazer algo que os locais realmente amam por aqui.
O primeiro trecho no Río de las Vueltas estava quase parado demais. A água tinha um tom turquesa leitoso, resultado do derretimento das geleiras, e dava para ver o Fitz Roy ali, atrás de algumas nuvens — imponente, mas sem querer chamar atenção. Pablo apontou para um caracara voando e tentou ensinar o nome em espanhol (eu atrapalhei todo, ele riu). Passamos por pequenos trechos de floresta e estepes abertas, praticando a remada enquanto o rio fazia curvas preguiçosas. Teve um momento em que tudo cheirava a limpo — pedra molhada e ar gelado — e eu me peguei sem pensar em nada pela primeira vez.
De repente, tudo mudou. Chegamos na primeira corredeira — Portage — e foi como se alguém tivesse ligado o volume da Patagônia. A água bateu no meu rosto, alguém atrás gritou (acho que fui eu), e todos remávamos em sincronia enquanto Pablo dava ordens por cima do barulho. Dez quilômetros de corredeiras não são para brincadeira; meus braços queimavam, mas eu mal percebia porque estava rindo a maior parte do tempo. Minha bota esquerda encheu de água gelada em algum momento — tentei arrumar, mas nunca consegui.
Quando finalmente saímos, encharcados e animados, tinha um mate quente esperando na base. Sentei enrolado na toalha, com o vapor subindo das minhas mãos, tomando o chá doce e ouvindo Pablo contar histórias de quando cresceu perto do Lago del Desierto. A experiência parecia menos um passeio e mais um convite para o quintal de alguém — se esse quintal tivesse rios glaciais e o Fitz Roy dominando a paisagem. Até hoje, quando ouço água correndo, volto mentalmente para aquele dia.
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