Você vai encarar uma estrada de terra saindo de Tirana, subir o Monte Gamti com seu guia, fazer paradas pra fotos em cânions e mirantes com vista pro Lago Bovilla. Prepare-se pra suar, dar boas risadas e respirar ar puro antes de relaxar perto da barragem, almoçar e, quem sabe, molhar os pés na água gelada do rio.
A trilha tem cerca de 2 km e pode ser puxada no calor; é preciso ter bom preparo físico.
Não, nadar no Lago Bovilla é proibido por lei.
A viagem leva cerca de 1 hora e 30 minutos em cada trecho.
Sim, a busca nos hotéis de Tirana está incluída.
O passeio inclui tempo livre em um restaurante após a trilha; refeições não estão especificadas como inclusas.
Leve bastante água, tênis confortável, protetor solar e lanches se achar necessário.
O passeio não é recomendado para crianças ou pessoas acima de 65 anos, devido à dificuldade.
A estrada é de terra e bem esburacada; prepare-se para um trajeto sacolejante.
Seu dia inclui busca no hotel em Tirana, todas as taxas de acesso e uso das instalações pelo caminho, transporte com ar-condicionado (mas já espere alguns solavancos!), além da trilha guiada até o topo do Monte Gamti e um tempo para relaxar em um restaurante à beira do Lago Bovilla antes de voltar para casa à tarde.
“Não tem medo de um pouco de poeira, né?” brincou nosso motorista enquanto deixávamos Tirana para trás, janelas abertas e o ar da manhã já esquentando. Eu já tinha lido que o caminho até o Lago Bovilla era complicado, mas, sinceramente? Parece mais uma poltrona de massagem no modo ‘caos’. Nossa guia, Elira, distraía a gente contando histórias de quando era criança nessas montanhas. Ela mostrou a sálvia selvagem crescendo na beira da estrada; tentei amassar uma folha e na hora minha mão ficou com um cheiro entre chá e verão. Engraçado como esses detalhes ficam na memória.
A primeira parada foi num cânion estreito, onde todo mundo desceu correndo pra tirar foto. A luz batia forte nas pedras — teve um cara que quase deixou o celular cair tentando enquadrar o penhasco inteiro. Depois seguimos até a barragem, onde a trilha realmente começa. Elira avisou: “São só dois quilômetros, mas não subestimem.” E ela estava certa. A trilha sobe em zigue-zague pelo Monte Gamti, com o Lago Bovilla sempre ali embaixo — azul-esverdeado e silencioso, mesmo com gente por perto. Minha camisa já grudava no corpo antes da metade; alguém atrás de mim reclamou do segundo café no café da manhã.
Lá no alto, só sentei numa pedra e deixei as pernas balançando enquanto o resto do grupo fazia pose pras fotos. Tem um silêncio diferente lá em cima — não é total, mas dá pra ouvir o vento, vozes distantes, talvez um sino de cabra longe. Não esperava me sentir tão pequeno e, ao mesmo tempo, tão... desperto? Tivemos um tempo pra respirar antes de descer (e descer é quase pior, com as pernas tremendo). O almoço foi num restaurante escondido debaixo da barragem — nada chique, mas nunca um refrigerante gelado foi tão bom. Nadar no Lago Bovilla é proibido (a Elira fez questão de avisar), mas teve gente que se refrescou no rio logo abaixo.
Não paro de pensar na vista lá de cima do Lago Bovilla — Tirana parecia a quilômetros de distância por algumas horas. Não é uma trilha fácil se você não está acostumado com pedra e calor (sério: leve água), mas se quiser conhecer a Albânia além da cidade, com quem realmente entende dessas montanhas... bom, aposto que você também não vai esquecer.

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