Você vai caminhar pela floresta tropical na rota Marangu do Monte Kilimanjaro com um guia local, ver macacos nas árvores, descansar na Cabana Mandara para o almoço e terminar o dia com uma cerveja Kilimanjaro gelada no caminho de volta para o hotel — cansado, mas com o coração cheio.
Eu achava que estava preparado para o Monte Kilimanjaro — ou pelo menos para o começo dele. A manhã começou em Moshi com aquele cheiro leve de terra molhada depois da chuva da noite anterior. Nosso motorista, Samuel, nos pegou na hora certa (ele acenou pela janela antes mesmo de eu achar a outra meia). Passamos por pequenas barracas na beira da estrada e crianças com uniformes coloridos. A montanha estava escondida atrás das nuvens no início, o que, de algum jeito, só a fez parecer ainda maior.
O portão de Marangu estava movimentado, mas tranquilo. Nossa guia, Anna, cuidou do registro enquanto tentávamos falar “Kilimanjaro” do jeito que os locais falam (eu não consegui — ela riu). A floresta tropical nos engoliu rápido: verde denso por todo lado, o ar pesado e doce. Eu ouvia pássaros que não conseguia ver, e de repente surgiram macacos colobus preto e branco pulando no alto. Um macaco azul nos observou por um bom tempo — juro que ele parecia desapontado quando não dividimos nossos lanches.
A subida em si não é técnica, mas é constante — raízes no caminho, lama grudando nas botas. Fizemos uma pausa para o almoço antes da Cabana Mandara; os sanduíches pareceram ainda mais gostosos porque a gente tinha merecido. Anna contou histórias de quem sobe até o topo. Ela disse que a maioria das pessoas nunca chega a ver a neve de perto aqui, a não ser que alcance o cume, mas dá para sentir o quanto esse lugar é especial já nas encostas mais baixas. Na Cabana Mandara descansamos as pernas e dividimos água com alguns caminhantes que desciam, parecendo mais cansados que a gente (por enquanto).
O caminho de volta pareceu mais rápido, mas meus joelhos discordaram no fim. Samuel estava esperando com a música baixinha no van e uma cerveja Kilimanjaro gelada — o que me fez rir, porque é claro que você tem que beber uma depois de subir, né? Ainda penso naquele cheiro úmido da floresta e no silêncio que às vezes caía entre os passos. Não sei se um dia vou chegar ao topo, mas esse passeio de um dia no Kilimanjaro me deu um gostinho do que atrai tanta gente aqui todo ano.
A caminhada ocupa a maior parte do dia, incluindo o transporte de Moshi ou Arusha; espere várias horas andando até a Cabana Mandara e de volta.
Sim, o transfer do hotel está incluído, tanto em Moshi quanto em Arusha.
Você pode avistar macacos colobus, macacos azuis e ouvir muitos pássaros pelo caminho.
Sim, traga uma garrafa reutilizável; água potável será fornecida durante a caminhada.
Sim, um piquenique é oferecido durante o trajeto até a Cabana Mandara.
Você vai até a Cabana Mandara, nas encostas mais baixas do Kilimanjaro — não até o cume.
Sim, todos os participantes recebem bastões de caminhada.
A rota é em altitudes baixas e adequada para a maioria dos níveis de preparo físico, mas não é recomendada para quem tem problemas de saúde listados nos detalhes.
O seu dia inclui transfer do hotel em Moshi ou Arusha, todas as taxas e entradas pagas pelo guia no portão de Marangu, uso de bastões de caminhada se desejar, bastante água durante o percurso (lembre de trazer sua garrafa reutilizável), um piquenique perto da Cabana Mandara antes da descida — e por fim, um trajeto relaxante de volta com música e uma cerveja Kilimanjaro gelada ou quente para celebrar o esforço.


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