Viva o ritmo de Kigali neste tour privado: explore mercados movimentados com seu guia, admire as margens verdes do rio Akagera, almoce onde os locais comem e visite o Memorial do Genocídio em silêncio. Risadas, novas palavras e momentos que ficam na memória.
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O mercado Kimironko foi a próxima parada — e uau, que barulho bom! Gente gritando preços, rindo perto de montes de manga e mandioca. Tentei dizer “muraho” (olá) para uma mulher que vendia abacates e ela sorriu do meu sotaque. O Jean-Paul me ajudou a pedir para tirar uma foto (sozinha eu não teria coragem). As cores estavam por toda parte — tecidos vibrantes pendurados acima de baldes de temperos. Depois fomos ao rio Akagera — nada do que eu imaginava: uma grande área de pântano, pássaros voando entre os juncos, e aquela sensação de que a cidade vai se misturando às colinas verdes.
O almoço foi num lugar perto do KBC onde parecia que todo mundo conhecia nosso guia (ele levou uma zoação por pedir brochetes a mais). Comemos ugali e feijão apimentado — simples, mas gostoso. Depois do almoço, caminhar pela área livre de carros foi quase surreal; tão silencioso comparado ao mercado. Depois visitamos Nyamirambo — crianças jogando futebol nas vielas, mulheres conversando sob as árvores de jacarandá. A região é majoritariamente muçulmana e dá pra sentir um ritmo diferente no ar.
A parte mais difícil foi visitar o Memorial do Genocídio de Kigali. É complicado explicar o que se sente ali — tanta dor concentrada, mas também uma força enorme de quem se recusa a esquecer ou ser definido só pela tragédia. O silêncio dentro pesa; até o Jean-Paul falava mais baixo. Às vezes ainda lembro desse momento quando tudo fica barulhento lá em casa.
Terminamos com um café no M. Hotel (eu optei por chá de gengibre) enquanto o Jean-Paul contava sobre a infância dele aqui antes de tudo mudar em 94. O sol se pôs atrás do Monte Kigali enquanto voltávamos — luz dourada sobre a terra vermelha e pessoas voltando para casa com sacolas balançando. Se estiver pensando em um passeio de um dia em Kigali com um guia local... eu faria de novo só pelas conversas que surgem no caminho.
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