Você vai trilhar por caminhos selvagens saindo de Bishkek rumo ao ar fresco de Ala Archa com um guia local, indo até a cachoeira Ak Sai ou, se preferir, até o ponto Coração Partido para uma caminhada mais curta. Espere florestas de pinheiros, sons de rios, pausas para lanche com vistas incríveis e um almoço reforçado num restaurante típico antes de voltar — memórias que ficam muito depois de tirar as botas.
Vou ser sincero, quase desisti logo na entrada do parque — aquele frio cortante naquela manhã me pegou de surpresa, e eu não tinha noção de quão alto Ala Archa fica em relação a Bishkek. Nosso guia, Ruslan, só sorriu e me entregou os bastões de caminhada como se já soubesse que eu ia precisar (ele acertou). A viagem durou cerca de uma hora, mas parecia que tínhamos chegado a outro mundo — pinheiros por todos os lados, um rio gelado correndo lá embaixo. O cheiro de resina e terra molhada já invadia o ar assim que saímos do carro.
O começo da trilha é tranquilo, mas logo começa a subir. Eu ficava parando “para tirar fotos” (na verdade era para recuperar o fôlego) e o Ruslan apontava pequenas flores roxas entre as pedras ou contava histórias dos alpinistas que treinavam ali na época soviética. Tem um lugar chamado Coração Partido onde dá para fazer uma pausa — dizem que o nome vem de uma pedra partida ao meio que lembra um coração. Mas a gente seguiu firme até a cachoeira Ak Sai; são uns 4 km de subida, que parecem mais quando você não está acostumado com a altitude. Em um momento, só se ouvia o vento e o som dos nossos passos na pedrinha solta. Esse silêncio ficou comigo mais do que qualquer foto.
Quando finalmente chegamos na cachoeira, a névoa refrescava o rosto e eu fiquei um tempo só olhando a luz se espalhar no spray d’água. Acho que todo mundo ficou em silêncio por um instante — até o Ruslan. A caixa de lanche apareceu (nozes, frutas secas, um docinho que até hoje não sei o que era) e, sinceramente, depois daquela subida, parecia até sobremesa de restaurante chique. Na volta, minhas pernas estavam bambas, mas felizes.
Terminamos o dia num restaurante típico perto de Bishkek — a mesa cheia de pão e chá. Alguém tentou me ensinar a agradecer em quirguiz; provavelmente eu falei errado, mas todo mundo riu junto. É engraçado como pernas cansadas fazem a comida parecer melhor e como estranhos viram amigos por uma tarde.
Ala Archa fica a cerca de 38 km de Bishkek, aproximadamente 50 minutos de carro em cada trecho.
Sim, o passeio inclui busca e retorno ao hotel em Bishkek.
A caminhada tem dificuldade moderada por causa da altitude; há opção de parar no ponto Coração Partido para quem quiser um percurso mais leve.
Bastões de caminhada são fornecidos; use calçados firmes e leve roupas em camadas, pois o clima na montanha muda rápido.
Sim, após a trilha você terá um almoço tradicional em um restaurante típico perto de Bishkek.
Sim, cada participante recebe uma caixa de lanche com nozes e frutas secas para dar energia na trilha.
Sim, o guia fala inglês e compartilha histórias locais durante o passeio.
A trilha exige preparo moderado por causa da altitude; iniciantes podem optar por parar no ponto Coração Partido em vez de seguir até a cachoeira Ak Sai.
Seu dia inclui transfer do hotel em Bishkek, todas as taxas de entrada no parque Ala Archa, uso dos bastões de caminhada com um guia que fala inglês, subida até a cachoeira Ak Sai ou ponto Coração Partido para quem preferir menos distância, além de uma caixa de lanche durante a trilha e almoço em restaurante típico antes do retorno.


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