Você vai sentir o pulso de Porto andando de sidecar por entre pedras da catedral, vielas de azulejos e margeando o rio Douro, com um guia local contando histórias (e piadas). Prepare-se para várias paradas para fotos — de mirantes escondidos até a famosa ponte de Gaia — e pequenos momentos que vão ficar na memória muito depois de tirar o capacete bagunçado.
Confesso que entrar num sidecar em Porto não estava nos meus planos. Mas lá estava eu, capacete meio torto, pés balançando enquanto o João — nosso guia — sorria e acelerava a moto. O primeiro solavanco nas ruas de paralelepípedo me fez rir alto. Nada glamouroso, mas perfeito do jeito que era. Começamos na Sé do Porto, com suas pedras ainda frescas da chuva da noite anterior. João apontava detalhes nas esculturas que eu jamais teria reparado e contou como a cidade cresceu ao redor dali — chamou de “o coração antigo”. Eu sentia o cheiro de café vindo de algum lugar perto. O passeio de sidecar mal tinha começado e já parecia que estávamos vendo o Porto de verdade.
Passamos pelas ruas estreitas da Miragaia rumo ao rio Douro — pra ser sincero, perdi a noção das ruas porque tudo tinha um cheiro leve de peixe assado e sabão de roupa. João parava para fotos toda vez que eu suspirava ou apontava algo (e foi muitas vezes). Ele nos mostrou painéis de azulejos escondidos, longe da multidão — tentei falar “azulejo” direito, mas ele só riu e disse que estava quase lá. Perto de Massarelos, o rio parecia prata sob as nuvens, e por um instante só se ouvia o sino de um bonde ao longe.
Depois, subimos em ziguezague pelas colinas de Virtudes e Vitória. Minhas pernas já estavam cansadas, mas João continuava contando sobre famílias antigas que moravam ali; ele acenou para uma senhora pendurando lençóis na janela, que respondeu como se o conhecesse (talvez conhecesse mesmo?). Na Torre dos Clérigos, ele insistiu que saíssemos para admirar bem a vista — “Não vem a Porto e deixa essa passar,” disse — e mesmo eu não sendo fã de torres, aquela paisagem ficou na memória.
O melhor? Cruzar para Gaia no sidecar, com a Ponte Dom Luís I acima da gente — não é a Torre Eiffel, mas tem seu charme próprio (João tinha opiniões sobre isso). Paramos no Jardim do Morro, onde todo mundo parecia fotografar os telhados de Porto iluminados pela luz do fim da tarde. Ele nos entregou água sem nem perguntar; um gesto simples, mas que fez diferença. Nessa hora meu cabelo estava todo bagunçado e minhas bochechas doíam de tanto sorrir. Se você quer um passeio diferente em Porto, que não seja só andar atrás de um guarda-chuva ou apertado num ônibus... esse é o passeio.
Sim, o transfer de ida e volta do hotel está incluído neste passeio privado de sidecar.
O sidecar comporta dois passageiros além do motorista/guia.
Você vai passar por Miragaia, Massarelos, Virtudes, Vitória, Foz e ainda cruzar para Gaia para ver o rio.
Sim, todos os passageiros recebem capacete para o passeio.
Sim, há várias paradas para fotos em mirantes e pontos turísticos como a Torre dos Clérigos e o Jardim do Morro.
O limite é de 82 kg (180 lb) por passageiro no sidecar.
Sim, água mineral é oferecida gratuitamente durante o passeio.
Não é recomendado para quem tem dificuldade para subir ou descer do assento da moto.
Seu dia inclui transfer privado de ida e volta do hotel em uma clássica moto com sidecar, com seu guia/motorista local. Capacetes (e capa de chuva ou cobertor se precisar), água mineral para manter você hidratado entre as paradas, carregador de celular se trouxer seu cabo — e bastante tempo para fotos enquanto explora os bairros às margens do rio em Porto e Gaia, voltando pra casa com um sorriso igual ao meu.


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