Você vai caminhar de Marrakech até o coração do Alto Atlas com um guia local, dividir refeições quentes sob as estrelas, subir o Monte Toubkal ao nascer do sol e conhecer moradores ao longo das trilhas de mula. Prepare-se para pernas doloridas, céu aberto e momentos que vão ficar na memória muito depois de voltar pra casa.
A primeira coisa que lembro é do som das botas pisando no cascalho solto enquanto deixávamos Imlil para trás. Nosso guia, Hassan, parou para mostrar o tomilho silvestre que crescia à beira do caminho — ele colheu um pouco e nos pediu para sentir o cheiro. Era forte e terroso, quase como o próprio ar. A mula que carregava nossas mochilas não parava de olhar para trás (juro que ela julgava meu ritmo). Passamos pela vila de Aremd, onde as crianças acenavam e um senhorzinho nos ofereceu chá de hortelã — tentei agradecer em darija, mas só ganhei um sorriso largo em troca.
A subida depois de Sidi Chamarouch foi mais íngreme do que eu esperava. Tem um santuário construído nas pedras brancas — as pessoas deixam pequenas oferendas, pedaços de pano ou moedas. O vento aumentou enquanto subíamos em ziguezague; dava para sentir o gosto da poeira e da neve no ar. No fim da tarde, chegamos ao refúgio e armamos as barracas perto dali. O jantar foi uma sopa quente com pão feita pelo cozinheiro do acampamento (nunca perguntei o nome dele — devia ter perguntado). Naquela noite, enrolado no saco de dormir e ouvindo os latidos distantes dos cães no vale, mal consegui dormir, mas nem me importei.
O dia do cume começou antes do amanhecer. Minhas pernas estavam pesadas, mas havia uma empolgação estranha pulsando na pele. Hassan nos guiou por riachos congelados e trechos de pedregulho que escorregavam sob os pés — ele repetia “devagarinho” como um mantra. O sol nasceu justo quando estávamos quase no topo do Monte Toubkal; tudo ficou dourado por um instante. Estar a 4.167 metros com toda a cadeia do Atlas se estendendo abaixo... até hoje penso naquela vista quando a cidade fica barulhenta demais. A descida foi dura para os joelhos, mas leve no espírito. Voltamos para Marrakech à noite, sujos e cansados — mas também orgulhosos.
O trekking dura dois dias, incluindo o transporte de Marrakech: cerca de 5-6 horas de caminhada no primeiro dia e até 10 horas no dia do cume.
Não é necessário experiência em montanhismo; recomenda-se apenas um preparo físico moderado para essa caminhada.
O passeio inclui transporte de Marrakech (ida e volta), refeições, pernoite em acampamento perto do refúgio, mula para as bagagens, cozinheiro e guia que fala inglês.
Você passa uma noite acampado perto do refúgio, a cerca de 3.200 metros de altitude.
Sim, jantar e café da manhã são oferecidos durante a sua estadia no Monte Toubkal.
Crianças podem participar se acompanhadas por um adulto; assentos especiais para bebês estão disponíveis nos transfers.
O clima pode ser imprevisível: espere noites frias perto do cume, mesmo que esteja quente em Marrakech.
Seus dois dias incluem busca e retorno ao hotel em Marrakech, todo o transporte até a vila de Imlil e de volta, refeições quentes preparadas pelo cozinheiro do acampamento, pernoite em acampamento próximo ao refúgio com todo o equipamento fornecido, além de um guia local que fala inglês acompanhando cada passo (e sim — uma mula amigável carrega suas malas para você não precisar se preocupar).


Pagamento seguro em viator.com
Precisa de ajuda para planejar sua próxima atividade?