Você vai de Fez até Merzouga passando por florestas de cedro e vales, para viver uma noite verdadeira no Saara — andando de camelo no pôr do sol, curtindo música berbere à luz da fogueira e acordando cedo para ver o nascer do sol nas dunas. Inclui traslado, todas as refeições, passeio de camelo com guias locais e uma noite em acampamento tradicional sob um céu cheio de estrelas.
A viagem leva quase o dia todo, com paradas para chá e almoço.
Sim, um passeio de camelo de 45 minutos ao pôr do sol com guias está incluso.
Você passa uma noite em um acampamento no deserto perto de Merzouga, com jantar e café da manhã incluídos.
Sim, o jantar no acampamento e o café da manhã estão inclusos no preço.
Sim, o traslado inclui busca e retorno no seu hotel ou riad em Fez.
Leve roupas em camadas — as manhãs nas montanhas podem ser frias, mesmo que os dias sejam quentes.
Sim, você vai conhecer anfitriões berberes no acampamento e visitar famílias locais pelo caminho.
Sua viagem inclui traslado no hotel em Fez, transporte confortável com ar-condicionado pelas cidades e vales da montanha com motorista que fala inglês ou francês, todas as refeições — jantar sob as estrelas do deserto e café da manhã — além do passeio de camelo ao pôr do sol guiado por locais e uma noite em acampamento tradicional do Saara antes de voltar para seu riad ou hotel em Fez.
“Não se preocupe com a areia nos sapatos — isso dá sorte,” sorriu nosso motorista Youssef enquanto descíamos para um chá de hortelã em algum lugar depois de Ifrane. Ele já tinha mostrado as florestas de cedro (e os macacos, que eram bem mais ousados do que eu esperava), mas o que me surpreendeu mesmo foi o ar gelado da montanha. Eu tinha me preparado para o calor do deserto, não para esse friozinho fresco. Em Midelt, minhas mãos estavam envoltas em um copo fumegante de chá, vendo os locais brincando entre si em francês e árabe. A viagem é longa — Fez até Merzouga não é um pulo rápido — mas cada hora parecia ter um clima diferente. O Vale do Ziz foi um choque de verde depois de tanta pedra e poeira. Eu ficava grudado na janela feito criança.
Quando chegamos em Merzouga, o sol da tarde deixava tudo dourado e meio surreal. Deixamos as malas num hotelzinho (eu quase nem lembrava o que tinha levado) e conhecemos Hassan, nosso guia de camelos. Ele me entregou um lenço azul e amarrou na minha cabeça — aparentemente eu não levo jeito para isso — antes de nos levar para o deserto. O passeio de camelo foi mais silencioso do que eu imaginava; só se ouvia o som dos cascos e o vento, às vezes alguém rindo quando o camelo espirrava. O pôr do sol em Erg Chebbi foi tão lindo que me fez esquecer de tirar fotos pela primeira vez. O jantar foi um tagine feito ali mesmo no acampamento, comemos sentados no chão enquanto músicos berberes tocavam ao redor da fogueira. Um deles tentou ensinar a gente a bater palmas no ritmo — até hoje não consigo.
Acordei antes do amanhecer porque o despertador de alguém tocou (não vou dizer quem), mas ver aquela luz rosa nas dunas valeu a pena. Voltamos de camelo enquanto ainda estava fresquinho e silencioso — tem algo nessas primeiras horas que faz a gente se sentir parte de um segredo. Depois do café da manhã e de um último pão doce no hotel, seguimos de volta para Fez, parando em Rissani onde nosso guia nos mostrou o mausoléu de Moulay Ali Ash-Sharif (ele contou histórias da família que visita todo ano). Perto de Immouzar, visitamos uma família que mora numa casa-caverna; o garotinho nos ofereceu tâmaras com dedos grudados e sorrisos tímidos. A volta pareceu mais leve — talvez pelo cansaço, ou porque uma parte de mim não queria ir embora ainda.

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