Você vai deslizar pelos manguezais de Langkawi em um passeio de barco com guia local, entrar numa gruta de morcegos, observar águias selvagens e almoçar numa fazenda de peixes flutuante. Prepare-se para momentos de silêncio e surpresa — das falésias de calcário às brisas salgadas — com histórias que vão ficar na memória muito depois da viagem.
O passeio dura cerca de 3 horas do início ao fim.
O passeio começa na Praia de Tanjung Rhu; os guichês ficam perto do canto direito da praia.
Sim, o almoço está incluído e é servido em um restaurante flutuante na fazenda de peixes.
Você pode ver morcegos na gruta, águias voando no céu e vários peixes na fazenda.
Sim, há uma parada de 20 minutos na Gruta dos Morcegos; a Gruta do Crocodilo é apenas passada sem parada.
Sim, é adequado para todos os níveis de preparo físico e crianças são bem-vindas (bebês devem ficar no colo dos adultos).
Não, o traslado não está incluído; os participantes devem chegar por conta própria à Praia de Tanjung Rhu.
Sim, o motorista/guia fala inglês e explica tudo durante o passeio.
Seu dia inclui um guia local experiente que conduz seu grupo pequeno pelo Kilim Geoforest Park de barco — com seguro incluso — e fornece coletes salva-vidas para todos. Você fará uma parada para explorar a Gruta dos Morcegos a pé antes de almoçar no restaurante flutuante da fazenda de peixes durante o passeio.
Saímos da areia da Praia de Tanjung Rhu direto para um barquinho de madeira — a pintura descascada, coletes salva-vidas empilhados, tudo com aquele cheiro leve de sal e óleo de motor. Nosso guia, Azmi, que sorria como quem já viu de tudo, nos chamou para embarcar e nos conduziu pelo rio entre os manguezais. A água estava turva, mas calma, e as árvores tão próximas que dava para quase tocar suas raízes. Eu não parava de pensar como aquilo era diferente das praias comuns de Langkawi — mais tranquilo, só o som dos pássaros e o ronco baixo do motor ao fundo.
A primeira parada foi na gruta dos morcegos. Confesso que hesitei na entrada — o ar estava fresco e com um cheiro meio de pedra molhada e algo mais (guano, provavelmente). Azmi acendeu a lanterna para mostrarmos os morcegos aglomerados no teto, mexendo as asas. Minha filha sussurrou “parecem guarda-chuvinhas”, o que me fez rir, mesmo ficando de olho para ver se algum deles voava para baixo (não voaram). Depois seguimos devagar pela Gruta do Crocodilo — que não é tão assustadora quanto o nome sugere — e seguimos até um ponto onde águias voavam em círculos no céu. Tentei tirar foto, mas acabei só admirando o voo delas, que pareciam nem se importar com a nossa presença.
O restaurante na fazenda de peixes foi a próxima parada — uma plataforma flutuante com tábuas que rangiam sob nossos pés. O almoço era simples, mas fresquinho: peixe grelhado, arroz e um molho apimentado que fez meu nariz escorrer (no bom sentido). O dono nos mostrou os tanques e até deixou meu filho alimentar um dos garoupas. Tem algo especial em comer ali, bem sobre a água, que faz tudo parecer mais gostoso. Passamos pela Montanha do Gorila (que realmente lembra um gorila se você apertar os olhos) e navegamos pelo Kilim Geoforest Park enquanto Azmi apontava as falésias de calcário e contava histórias das tempestades do ano passado. Ele disse que golfinhos às vezes seguem os barcos, mas não vimos nenhum — eu ficava olhando para trás na esperança de encontrar algum.
O trecho final foi pelo Mar de Andaman — céu aberto, vento aumentando, ilhas espalhadas por toda parte. Por um instante, parecia que estávamos longe de tudo que conhecíamos. Ainda lembro daquela luz refletida na água enquanto voltávamos para a praia — silêncio, só alguém tocando música baixinho no celular atrás de mim. Nada do que eu esperava de Langkawi, e foi exatamente isso que tornou tudo tão especial.
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