Saia cedo de Beirute para uma viagem pelas montanhas do Líbano, visitando primeiro um mosteiro antigo no Vale do Qadisha, depois explorando o Museu Gibran em Bcharre e fazendo uma trilha entre os cedros lendários. Prepare-se para momentos de silêncio inspirador, histórias locais com seu guia e um ar de montanha que vai ficar na memória muito depois de voltar para casa.
Saímos de Beirute antes da cidade despertar de vez, serpenteando por colinas que pareciam mais verdes do que eu esperava. Nosso motorista — que se apresentou como Fadi — apontava pequenas vilas escondidas nas encostas. Eu tentava tirar fotos pela janela, mas a maioria ficou borrada, com árvores e meu próprio reflexo. O ar foi mudando conforme subíamos; ficou mais fresco, com cheiro de pinho, e dava para sentir fumaça de lenha ao longe.
A primeira parada foi num antigo mosteiro no Vale do Qadisha. Ele fica à beira de um penhasco que fez meu estômago dar um nó quando olhei para baixo. Fadi contou histórias de monges que se escondiam ali há séculos — ele até riu quando perguntei se ainda morava alguém lá (“Pouca gente! No inverno é muito frio”, disse). As paredes por dentro eram frias e ásperas ao toque. Havia um silêncio pesado, mas não desconfortável, se é que isso faz sentido. Do lado de fora, passamos por uma senhora vendendo figos numa caixa de plástico; ela acenou para a gente sem dizer uma palavra.
Em Bcharre, entramos no Museu Gibran. Confesso que não sabia muito sobre ele antes da viagem — só aquela frase famosa que todo mundo compartilha no Instagram — mas ver seus desenhos e livros antigos fez ele parecer mais real. Os cômodos tinham um cheiro leve de poeira e óleo de cedro. Um guia local explicou que ele cresceu ali, olhando para os mesmos penhascos. Passeamos sem pressa; ninguém nos apressou.
A última parte foi a trilha pela floresta dos Cedros do Deus. Algumas dessas árvores são mais velhas que muitos países (Fadi disse que uma pode ter mais de mil anos). O chão estava macio com agulhas de pinheiro e o ar quase doce. Meus sapatos ficaram enlameados, mas nem liguei — só fiquei olhando para os galhos retorcidos contra o céu. Tirei foto com a árvore mais antiga, mas, sinceramente, não faz jus à grandiosidade dela. No caminho de volta para Beirute, todo mundo ficou em silêncio por um tempo, só observando as colinas passarem pela janela.
O passeio é de dia inteiro, saindo de Beirute e retornando à noite.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel está incluso na reserva.
Sim, há uma caminhada guiada pela floresta dos Cedros do Deus incluída.
Sim, todas as taxas de entrada estão cobertas no pacote do passeio.
O motorista fala inglês e árabe durante o passeio.
Não, o almoço não está incluído; você pode levar lanches ou comprar comida nos pontos de parada.
Bebês podem participar; carrinhos são permitidos e assentos para crianças estão disponíveis se necessário.
O passeio exige preparo físico moderado por causa da trilha; não é recomendado para quem tem problemas cardiovasculares.
Seu dia inclui traslado de ida e volta em veículo com ar-condicionado e motorista que fala inglês ou árabe; todas as entradas para lugares como o Museu Gibran e a floresta dos Cedros estão inclusas, além de uma trilha guiada entre os famosos cedros do Líbano antes do retorno a Beirute.


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