Suba até o famoso mirante de Amanohashidate para sentir a surreal “ponte no céu” antes de visitar o templo Chionji e seus papéis de sorte em forma de leque. Na Baía de Ine, caminhe pelas funaya centenárias e faça um passeio de barco cercado por gaivotas curiosas. Com transporte saindo de Kyoto ou Osaka e ingressos inclusos, esse dia é uma experiência inesquecível e tranquila.
A primeira coisa que percebi ao sair de Kyoto foi como a cidade logo deu lugar a colinas verdes e vilarejos tranquilos. Nossa guia, Yuki, nos contou sobre a “ponte para o céu” — Amanohashidate — mas, para ser sincera, só entendi de verdade quando pegamos o teleférico até o observatório Hiryukan-kairo. O vento lá em cima era fresco e com cheiro de mar, e quando me curvei (do jeito que a Yuki ensinou — “matanozoki!”, ela riu), a faixa de areia realmente parecia um dragão ou um caminho entre as nuvens. Minhas pernas tremeram um pouco, tanto pela vista quanto pela posição estranha. Famílias faziam o mesmo, rindo umas das outras. Até hoje lembro desse ritual curioso.
Depois de passear pelo templo Chionji — onde muitos estudantes amarravam papéis com sorte em formato de leque nos pinheiros — atravessamos uma ponte giratória antiga que se abre para a passagem dos barcos (não esperava ter que esperar uma ponte abrir no interior do Japão). Seguimos por estradas sinuosas passando por plantações de arroz até chegar à Baía de Ine. A vila parecia um refúgio de paz: fileiras de funaya de madeira à beira da água, barcos balançando na porta. Fizemos um passeio de barco pela baía; gaivotas nos seguiam, gritando por petiscos. Uma até mergulhou e pegou um biscoito direto da minha mão — me assustei e acabei rindo alto.
O almoço foi peixe fresquinho em um lugarzinho perto do Ine Cafe — sashimi tão gelado que quase doía nos dentes. A dona se curvou quando saímos, com as mãos escondidas no avental. Depois, caminhamos por vielas estreitas entre as funaya, espiando para dentro onde redes secavam e roupas balançavam com a brisa do mar. O cheiro era uma mistura suave de sal e madeira de cedro.
Não sei se vou encontrar outro lugar igual a Ine Funaya — aquela sensação de estar entre montanhas e mar, só com o som suave da água batendo na madeira e vozes baixas ao redor. No caminho de volta para Kyoto, não parava de olhar para os pinheiros que se estendiam pela Baía de Miyazu, pensando como às vezes um lugar simplesmente entra na gente sem avisar.
O passeio dura cerca de 10 a 11 horas, contando o transporte.
Não há almoço incluso, mas há restaurantes locais em Ine onde você pode comprar pratos frescos de frutos do mar.
Se você escolher o pacote com ingressos incluídos, o teleférico/monotrilho e o passeio de barco estão cobertos.
Sim, bebês podem participar, mas precisam ficar no colo de um adulto; carrinhos são permitidos com aviso prévio.
Não recomendamos este passeio para cadeirantes ou pessoas com problemas na coluna ou no coração.
O transporte busca os passageiros em pontos combinados em Osaka ou Kyoto.
Ine Funaya é famosa por suas mais de 230 casas de madeira tradicionais construídas à beira da água, algumas com mais de 300 anos.
É uma tradição de se curvar e olhar para a faixa de areia entre as pernas — a vista lembra uma ponte para o céu.
Seu dia inclui transporte ida e volta de Kyoto ou Osaka em veículo com ar-condicionado, ingressos para o teleférico (ou monotrilho) de Amanohashidate e para o passeio de barco na Baía de Ine, se essa opção for escolhida. Também terá tempo para explorar templos, caminhar pelas praias, experimentar frutos do mar locais no seu ritmo — sempre com seu guia por perto para ajudar com traduções e histórias antes do retorno confortável.


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