Você vai entrar em palácios com afrescos, pedalar numa e-bike até a icônica Villa La Rotonda de Palladio e ver a luz dourada preencher o Teatro Olímpico. Com histórias do guia e mapas cheios de anotações, verá Vicenza pelos olhos de quem mora lá — e talvez queira ficar mais tempo tomando um café no final.
Seu dia começa com uma caminhada pelo Vicenza do século XVI acompanhada por um diretor da rede Palladian Villas, acesso exclusivo ao Palazzo Valmarana Braga (com seu afresco cósmico), ingressos válidos para todas as atrações da cidade — inclusive para dias seguintes — e três mapas detalhados com anotações do guia. Você terá assistência remota durante o dia todo, aluguel integral da e-bike Palladiana para visitar lugares como La Rotonda e o terraço do Monte Berico, e termina com um café ou bate-papo na Loggia dei Palladiani, junto com um pequeno presente surpresa antes de seguir seu caminho.
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Ler todas as avaliações ›“Você viu aquele teto?” perguntou nosso guia Marco, apontando para um redemoinho de estrelas desbotadas e símbolos antigos no alto do Palazzo Valmarana Braga. “É assim que o Conde via o lugar dele no universo.” Lembro da voz dele ecoando no mármore frio — parecia que eu tinha entrado no sonho de outra pessoa. O ar tinha um leve cheiro de poeira e livros antigos. Eram só 10 da manhã, mas já fazia calor lá fora; dentro, parecia que o tempo tinha desacelerado só para a gente.
Saímos para as ruas de Vicenza, enquanto Marco contava histórias sobre Palladio e essa cidade que parecia ter sido feita para um teatro renascentista. Ele parava para cumprimentar as pessoas — às vezes trocando do italiano para o dialeto veneziano tão rápido que eu perdia o fio da meada. Teve um momento na Piazza dei Signori em que um senhor passou de bicicleta com um pão debaixo do braço e só acenou pra gente, como se também fôssemos parte dali. O termo mais buscado aqui é “tour clássico Palladiano em Vicenza” — mas, sinceramente, não parecia um tour comum.
Não sou muito de bicicleta, mas a e-bike Palladiana facilitava deslizar pelas ruas mais tranquilas até que, de repente, estávamos em frente à Villa Capra “La Rotonda.” A pedra branca brilhava ao sol, a grama ainda molhada da chuva da noite anterior. Marco deixou a gente ficar o tempo que quisesse — até mostrou onde a Imperatriz Sisi teria admirado as colinas (nem fazia ideia que ela tinha passado por aqui). Depois, no Monte Berico, a vista de Vicenza com as montanhas ao fundo é de tirar o fôlego; tentei tirar uma foto, mas nada se compara a estar lá.
O Teatro Olímpico foi outra experiência — um silêncio tomou conta quando as luzes se apagaram para o espetáculo, e por um instante dava para quase ouvir os atores sussurrando atrás daqueles cenários de madeira centenários. Terminamos na Loggia dei Palladiani com xícaras minúsculas de espresso e um presentinho surpresa (não vou estragar). Até hoje lembro daquele teto — e de como Marco riu quando tentei pronunciar “Valmarana.”
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