Você vai pedalar de e-bike por vinhedos e oliveiras nos arredores de Lazise, guiado por um local que conhece cada atalho. Prove três vinhos da região acompanhados de pão fresco, queijo e frios numa adega familiar. Espere risadas com as pronúncias difíceis e momentos de silêncio no campo — você vai se sentir em casa por uma tarde.
O passeio dura algumas horas, incluindo paradas para degustação de vinhos e visita a pontos locais perto de Lazise.
O passeio inclui um aperitivo com frios locais, pão e queijo, além da degustação de vinhos.
E-bikes e capacetes são fornecidos no passeio; não é recomendado levar sua própria bicicleta.
O passeio está disponível em inglês ou italiano; alemão pode ser organizado com pedido antecipado.
É necessário saber andar de bicicleta; não é recomendado para quem nunca pedalou antes.
Não há serviço de busca no hotel; os participantes devem chegar ao ponto de encontro por conta própria.
Não há opção vegana; por favor, informe qualquer outra intolerância ou preferência alimentar com antecedência.
Em caso de mau tempo, é possível alterar a data da reserva ou solicitar reembolso.
Seu dia inclui guia local especializado, uso de e-bike com capacete, seguro pessoal durante o passeio, além de um aperitivo com três vinhos regionais acompanhados de pão fresco, queijo e embutidos numa adega no campo antes do retorno a Lazise.
Confesso que quase caí antes mesmo de sairmos de Le Ginestre. Meu capacete estava torto e o cadarço do meu tênis enroscou no pedal (clássico eu), mas nosso guia Marco só sorriu e disse: “Relaxa, você não é a primeira.” Isso já deu o tom: tranquilo, sem pressa. As e-bikes pareciam meio estranhas e potentes no começo, mas quando começamos a passar por fileiras de oliveiras e aqueles muros baixos de pedra, só conseguia pensar no cheiro da grama e naquele leve aroma doce — talvez flores silvestres ou o café da manhã de alguém vindo de uma fazenda?
Paramos perto de Colà di Lazise, onde Marco apontou a fumaça subindo do Parque Termal de Garda. Já tinha alguns moradores locais entrando com toalhas no ombro — uma senhora acenou para a gente como se conhecesse metade do grupo. O sol já estava mais alto, esquentando meus braços mesmo por cima da jaqueta. Não esperava me sentir tão longe da cidade tão rápido; é um passeio curto, mas de repente estávamos em campos silenciosos, só com o canto dos pássaros (e, ok, o barulho distante de um trator). Passamos por uma capelinha onde um senhor varria os degraus — ele acenou com a cabeça, mas não falou nada. Essa cena ficou na minha cabeça por algum motivo.
A parada na adega foi, na real, o que eu mais esperava. Estacionamos as bikes sob uma figueira que exalava um cheiro doce e pegajoso no calor. Lá dentro, já tinham pratos com pão e queijo esperando — além de frios que o Marco chamou de “salumi”, embora eu tenha provavelmente errado na pronúncia (ele riu). Provar três vinhos depois de uma manhã pedalando ao ar livre foi outra história; teve um branco fresquinho que deixou todo mundo em silêncio por um instante. Talvez fosse só alívio depois do esforço, ou talvez fosse realmente tão bom assim.
Se você está pensando nesse passeio de e-bike em Lazise, saiba que não é sobre velocidade ou cumprir roteiro — é mais como passear no quintal de alguém por algumas horas, comendo o que eles comem e vendo o que eles veem. Ainda penso naquela capela e na paz que senti ali.

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