Você embarca num barco RIB rápido no Porto Antigo de Reykjavík com só mais 12 pessoas, guiado por um especialista local em aves que te leva pertinho dos puffins e aves marinhas nas ilhas protegidas. Binóculos na mão, vento no rosto — risadas, aprendizado (quem sabe umas palavras novas) e lembranças que ficam.
Não esperava ficar tão animado só de ver puffins, mas lá estávamos — no Porto Antigo de Reykjavík, vestidos com aqueles macacões laranja gigantes, rindo feito criança. A nossa guia, Sigrún, distribuiu óculos de proteção e luvas (“Confia, você vai precisar!”), e o cheiro do mar misturado com um leve aroma de peixe vindo dos barcos próximos estava no ar. Eramos só doze no grupo — parecia até um clube secreto.
O passeio? Rápido. Daquele tipo que o vento bate no rosto forte. Segurei firme no assento enquanto cruzávamos a baía rumo às pequenas ilhas verdes onde os puffins fazem seus ninhos. Sigrún diminuiu a velocidade quando chegamos perto — ela apontava para aqueles passarinhos preto e branco que balançavam ou ficavam em cima das pedras, com uma cara meio irritada (ou pelo menos parecia). Passou os binóculos para todo mundo dar uma boa olhada. Teve um momento em que um puffin voou bem sobre nossas cabeças — me abaixei na hora e depois caí na risada porque todo mundo fez o mesmo.
Notei como o silêncio tomou conta quando o motor ficou mais baixo perto das ilhas. Só dava pra ouvir o barulho das ondas batendo no barco e umas aves brigando por algo que a gente não via. Sigrún contou histórias de quando os moradores vinham aqui buscar ovos (hoje é proibido, tudo protegido), e até tentou ensinar a gente a palavra islandesa para puffin. Eu nunca consegui falar direito; ela riu quando tentei — acho que estraguei tudo.
Não desembarcamos — as ilhas são reservas naturais — mas estar tão perto já foi o bastante. O vento bateu no rosto e minhas bochechas ficaram vermelhas de tanto sorrir quando voltamos. Fico pensando naquelas aves: bicos coloridos, asas pequenas batendo rápido contra o céu cinza. Se estiver em Reykjavík entre maio e agosto e quiser uma experiência que te faça sentir pequeno e sortudo ao mesmo tempo, esse passeio de observação de puffins é perfeito.
O passeio é limitado a 12 passageiros por barco.
O passeio começa na bilheteria do Porto Antigo de Reykjavík.
Não, a observação é feita somente do barco, pois as ilhas são reservas naturais.
Os passeios ocorrem diariamente de 1º de maio a 20 de agosto.
Sim, macacões quentes, luvas, óculos de proteção e todo o equipamento necessário estão inclusos.
Sim, cada passageiro recebe binóculos para usar durante o passeio.
A idade mínima é 10 anos, com altura mínima de 145 cm.
Não há transporte do hotel; os participantes devem se encontrar na bilheteria do Porto Antigo.
Seu dia inclui todo o equipamento de segurança necessário — macacões quentes, luvas, óculos de proteção — e binóculos para cada passageiro. Você se encontra com o grupo no Porto Antigo de Reykjavík antes de sair com um guia local especialista, que te leva pertinho dos puffins e aves marinhas nas ilhas protegidas a bordo de um barco RIB rápido.


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