Você desembarca no Porto de Akureyri direto em lendas islandesas — sentindo a névoa de Goðafoss no rosto, caminhando por campos de lava estranhos perto do Lago Mývatn, saboreando uma sopa caseira num museu de aves tranquilo e ficando com um pé em cada continente na fenda continental. Um dia cheio de histórias reais, sabores locais e paisagens selvagens que você vai lembrar toda vez que ouvir água correndo.
O passeio é planejado para encaixar nos horários de atracação do cruzeiro e sempre retorna pelo menos 1 hora antes da saída do navio no Porto de Akureyri.
Sim, um almoço leve com sopa está incluído no Museu das Aves de Mývatn durante o passeio.
A entrada para o Museu das Aves de Mývatn já está incluída no preço do passeio.
Sim, o roteiro inclui paradas na Cachoeira Goðafoss e nos campos de lava de Dimmuborgir, além de outros pontos ao redor do Lago Mývatn.
Sim, o transporte é feito diretamente do Porto de Akureyri para passageiros de cruzeiro.
O passeio acontece em qualquer condição climática, mas pode ser alterado ou cancelado se houver risco; em caso de cancelamento, você pode escolher nova data ou receber reembolso total.
Sim, crianças são bem-vindas, desde que acompanhadas por um adulto; bebês podem ir em carrinhos ou cadeirinhas.
O passeio é acessível para todos os níveis de preparo físico; há terrenos irregulares, mas não são necessárias trilhas difíceis.
Seu dia inclui transporte do Porto de Akureyri (ou hotel próximo), todo o trajeto em micro-ônibus com um guia local experiente em cada parada — da Cachoeira Goðafoss aos campos de lava de Dimmuborgir — além de ingresso e almoço leve com sopa no aconchegante Museu das Aves de Mývatn, retornando com conforto antes da partida do seu navio.
Mal havíamos saído do Porto de Akureyri quando nosso guia, Jónas, começou a contar histórias de trolls e cachoeiras — a voz dele se misturava ao ronco do micro-ônibus. O ar lá fora estava fresco, mas nada congelante, o que me surpreendeu para um junho na Islândia. A primeira parada foi em Goðafoss. Eu já conseguia ouvir antes de ver — um rugido baixo que ficava mais alto conforme nos aproximávamos. A névoa molhou meu rosto e, sinceramente, fiquei parado ali um instante só admirando a água despencar. Jónas apontou onde as pessoas costumavam jogar estátuas na cachoeira (perdi metade da história porque me distraí com um arco-íris na névoa).
Indo para o Lago Mývatn, passamos por campos que pareciam de outro planeta — rochas negras, manchas de musgo verde e, de repente, aquelas pseudo-crateras de Skútustaðagígar. Subimos uma delas (não é tão fácil quanto parece) e dava para ver vapor subindo ao longe. No desfiladeiro Grjótagjá, Jónas mostrou onde os continentes se afastam — dá para ficar com um pé na Europa e outro na América. A caverna estava quentinha por dentro; tinha um cheiro leve de minerais e algo mais que ainda não consegui identificar.
Não esperava gostar tanto de Dimmuborgir — as formações de lava são estranhamente lindas, quase assustadoras se você deixar a imaginação solta. Tinha uns passarinhos voando rápido demais para minha câmera. O almoço foi no Museu das Aves de Mývatn — um lugar pequenino com uma sopa que parecia feita pela avó de alguém (no melhor sentido). Sem ônibus de turismo lotados; só nosso grupo trocando histórias com café enquanto uma moradora local contava sobre os patos que fazem ninho na primavera. Acho que ela falou “hverabrauð” umas três vezes até eu conseguir repetir direito — mais ou menos.
A última parada foi na área geotérmica de Hverir — lama borbulhando sob nossos pés e cheiro de enxofre tão forte que grudou na minha jaqueta por horas. Nessa hora, meus sapatos já estavam cobertos por um pó branco e eu me sentia cansado daquele jeito bom que só um dia inteiro ao ar livre proporciona. Voltamos para o porto com tempo de sobra; Jónas brincou que nunca perdeu ninguém até hoje. Às vezes, ainda fico pensando naquele som da cachoeira quando a casa fica muito silenciosa.

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