Você vai fazer uma trilha pela densa selva do Gunung Leuser com um guia local de Bukit Lawang, observar orangotangos e macacos selvagens, acampar à beira do rio sob as estrelas, acordar com o canto dos pássaros e café, visitar uma cachoeira escondida e voltar flutuando de boia — sapatos enlameados garantidos, mas vale cada segundo daquele olhar com um orangotango.
A primeira coisa que lembro é do sorriso do nosso guia, Fajar, quando me entregou um pedaço de fruta estranha e disse: “Experimenta — os orangotangos adoram.” Eu provei (tinha um gosto meio azedo), e ele riu da minha cara. Mal havíamos saído de Bukit Lawang, mas o ar já estava denso e verde, com um zumbido baixo vindo de algum lugar lá no alto das árvores. Estávamos só nós, as histórias do Fajar sobre crescer ali e a esperança de realmente ver um orangotango. Eu ficava olhando para cima — meio nervoso, meio animado.
A caminhada não foi fácil, mas também não impossível. Parávamos bastante — às vezes porque o Fajar avistava algo (um macaco Thomas Leaf pulando entre os galhos) ou só para recuperar o fôlego. O almoço era simples, mas, sinceramente, parecia melhor do que muita coisa que já comi na cidade; talvez fosse a fome ou o fato de estarmos à beira de um rio com cheiro de terra molhada e folhas. Em um momento, ouvimos gibões cantando do outro lado do vale — meio assustador, mas lindo também. E sim, vimos um orangotango. Ela se movia tão devagar que parecia estar flutuando. Não esperava sentir tanta paz por dentro só de observá-la.
No fim da tarde, chegamos ao acampamento — uma barraca simples bem na beira do rio. A água estava gelada, mas depois de suar o dia todo, foi uma delícia ficar flutuando um pouco. O jantar foi feito na fogueira enquanto alguém tocava violão (mal, mas com vontade). Teve piada sobre sanguessugas e histórias de fantasmas que não faziam sentido em inglês, mas todo mundo riu mesmo assim. Dormi ouvindo o som do rio em vez do barulho dos carros pela primeira vez em muito tempo.
No dia seguinte, começamos cedo com café à beira do rio — a névoa estava por toda parte. Minhas pernas doíam, mas depois do café da manhã fizemos uma trilha curta até uma cachoeira que parecia de cartão-postal (só que as pedras escorregadias eram bem reais). Na volta, entramos em grandes boias de borracha e descemos o rio até Bukit Lawang. Sinceramente, descer de boia depois de dois dias na selva é ao mesmo tempo meio louco e perfeito. Ainda penso às vezes nos olhos daquele orangotango — sabe como é?
O trekking dura 2 dias e 1 noite, com cerca de 5 a 6 horas de caminhada no primeiro dia e uma trilha mais curta no segundo.
Sim, você vai passar a noite acampando à beira do rio na selva.
Você tem boas chances de ver orangotangos, além de macacos, gibões, Thomas Leaf Monkeys e tucanos.
Sim — almoço, jantar no primeiro dia e café da manhã no segundo estão incluídos.
Você vai voltar descendo o rio de boia depois do almoço no segundo dia.
Sim, o transporte para buscar você no alojamento em Bukit Lawang está incluso às 9h.
O trekking é adequado para a maioria dos níveis, mas não é recomendado para quem tem problemas na coluna ou saúde cardiovascular frágil.
Sim — todas as áreas e superfícies são acessíveis para cadeirantes, conforme informado pelos organizadores.
Seu passeio inclui transporte do seu alojamento em Bukit Lawang às 9h, todas as permissões para o Parque Gunung Leuser, guia durante os dois dias, paradas para almoço, jantar e café da manhã no acampamento à beira do rio — e você termina flutuando de boia de volta para a vila após visitar a cachoeira.


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