Você vai provar azeite fresco direto de uma fábrica familiar perto da vila de Kritza, passear por vielas antigas com um guia local, fazer uma trilha pela Garganta Sarakina e terminar o dia nadando (ou relaxando) na praia de Myrtos, no Mar da Líbia — com almoço e traslado incluídos.
Esse passeio dura quase o dia todo, incluindo paradas para degustação de azeite, visita à vila de Kritza, passeio pela floresta, caminhada na Garganta Sarakina, almoço e tempo na praia de Myrtos.
Sim, o traslado está incluso, saindo de Agios Nikolaos ou cidades próximas.
Não, não é necessário equipamento especial; você pode andar até onde se sentir confortável, sem cordas ou acessórios.
Sim, um almoço tradicional com bebidas é servido numa taverna nas montanhas durante o passeio.
Sim, há tempo para nadar na praia de Myrtos, no Mar da Líbia, depois da visita à Garganta Sarakina.
Você vai provar vários tipos de azeite local numa fábrica familiar perto da vila de Kritza.
A caminhada na Garganta Sarakina pode ser escorregadia, mas não é muito difícil, a não ser que queira ir mais fundo; a maioria das pessoas consegue fazer sem problemas.
Você visita a vila de Kritza e passa por áreas montanhosas como Kroustas antes de seguir para a praia de Myrtos.
Seu dia inclui traslado do hotel em Agios Nikolaos ou cidades próximas, visita guiada a uma fábrica de azeite com degustação perto da vila de Kritza, tempo para explorar a floresta de Kroustas e a Garganta Sarakina (conforme as condições), almoço tradicional cretense com bebidas numa taverna nas montanhas, água mineral durante todo o trajeto e tempo livre para nadar ou relaxar na praia de Myrtos antes do retorno em veículo com ar-condicionado.
A primeira coisa que me chamou atenção foi o cheiro — folhas de oliveira e poeira levantando enquanto avançávamos para o interior saindo de Agios Nikolaos. Nosso guia Manolis sorria no retrovisor, contando que o avô dele ainda colhe azeitonas à mão perto de Kritza. A degustação de azeite foi diferente do que eu esperava; achava que todo azeite tinha o mesmo sabor até ele derramar um verde picante no pão e dizer “Esse é de novembro passado.” Assenti como se entendesse, mas, sinceramente, aquilo queimou a garganta de um jeito bom. Tinha uma senhora na fábrica que não parava de sorrir, colocando copinhos nas nossas mãos. Tentamos não deixar cair nada na roupa.
Kritza parecia cenário de filme — paredes caiadas, portas azuis, gatos soltos por todo lado. Manolis apontou uma igreja antiga com ícones desbotados; o cheiro era de cera e algo doce que não consegui identificar. Andamos por vielas estreitas enquanto ele conversava com um vizinho no dialeto cretense (peguei umas duas palavras). Depois subimos para a floresta de Kroustas — inesperadamente verde, quase enevoada sob os pinheiros altos. Alguém brincou que parecia Hogwarts, só que com cabras no lugar de bruxos. O ar estava mais fresco ali do que na costa.
A Garganta Sarakina veio depois. As pedras estavam escorregadias por causa da chuva da noite anterior — cuidado ao andar se estiver molhado — e o som da água ecoava lá embaixo. Não chegamos até o fim (algumas partes precisam de cordas), mas estar entre aquelas paredes de pedra me fez sentir pequeno de um jeito bom. O almoço foi numa taverna no alto, com água da nascente tão gelada que doía nos dentes e cordeiro com sabor defumado e intenso. Nosso anfitrião serviu raki caseiro “para coragem”, disse — acho que era para a volta.
Terminamos na praia de Myrtos, no Mar da Líbia, com os pés na areia preta que grudou nos meus pés por horas. Alguns nadaram; eu fiquei só observando os barquinhos de pesca balançando longe e deixando o sal secar na pele. O sol já estava baixo quando saímos — até hoje lembro daquela luz sobre as montanhas.

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