Você vai passear pelas ruas medievais de Grasse com seu ar perfumado, admirar os vales das muralhas de Gourdon, provar sorvete de violeta em Tourrettes-sur-Loup e terminar entre artistas na ensolarada Saint-Paul-de-Vence. Com transporte e guia que conhece cada história dessas pedras, espere muito mais que belas paisagens — esses vilarejos ficam com você muito depois de ir embora.
Saímos de Nice logo depois do café da manhã, com as janelas abertas para sentir aquele ar fresco do Mediterrâneo — meio doce, meio terroso, como as colinas despertando. Nosso guia, Luc, tinha o hábito de apontar oliveiras antigas ou ruínas pelo caminho (“vê aquela torre? Saracena — século XII!”), o que fez a viagem até Grasse parecer uma descoberta lenta, não só uma estrada qualquer. A parte do perfume foi real: ao entrar na fábrica da Galimard, fui tomado por um turbilhão de jasmim e um toque cítrico — não entendo muito de cheiros, mas parecia entrar na memória de alguém. A mulher que nos guiou pelos tanques e vidrinhos tinha histórias para cada etapa. Tentei imaginar como seria colher flores silvestres para viver. Luc sorriu quando perguntei se ainda fazem isso por aqui (parece que sim, mas só em maio).
Gourdon apareceu de repente depois de uma subida sinuosa — um minuto você está na sombra da floresta, no outro, num penhasco rochoso com o vale lá embaixo. Não é à toa que chamam de Ninho da Águia. Andamos pelas ruas estreitas, entre casas de pedra e lojinhas; um ourives martelava silencioso na porta e acenou quando passamos (quase parei para conversar). A vista da Praça Victoria realmente alcança o mar — apesar da névoa, dava para quase sentir o gosto do sal no ar se fechasse os olhos. Não esperava me encantar com capelas medievais, mas Saint Pons tinha um silêncio especial, como se guardasse a lembrança de cada visitante.
A estrada serpenteou de novo rumo a Tourrettes-sur-Loup — campos de violetas de um lado, oliveiras do outro. A vila é menor, mas cheia de vida; encontramos um artista pintando na frente da galeria, que nos chamou para ver (entendi metade do francês dele, mas ele sorriu do meu sotaque). Tem sorvete de violeta ali, para quem quer provar algo floral e surpreendentemente gostoso; até hoje não sei se gostei ou não. Por fim, Saint-Paul-de-Vence — mais movimentada que as outras, mas cheia de ateliês e aquelas ruas de pedra aquecidas pelo sol, onde cada esquina parece um cartão-postal antigo. Sentamos na praça do “jeu de boules” vendo os locais jogarem e conversarem mais com as mãos do que com as palavras.
Fico pensando naquele primeiro aroma em Grasse ou no silêncio de Gourdon lá em cima — pequenos momentos que ficam mais tempo na memória do que qualquer foto.
O passeio dura o dia todo, com tempo suficiente para explorar cada vila no seu ritmo.
Sim, o transporte de ida e volta do hotel está incluído na reserva.
Sim, há uma visita guiada pela fábrica de perfumes Galimard incluída.
Você pode experimentar especialidades locais como o sorvete de violeta em Tourrettes-sur-Loup; o almoço não está incluído.
Sim, é adequado para todos os níveis, mas recomendamos usar calçados confortáveis.
O guia fala inglês e francês; alguns moradores falam apenas francês.
O ponto de encontro é acessível por transporte público caso não use o traslado do hotel.
Recomendamos levar câmera, calçados confortáveis, garrafa de água e protetor solar.
Seu dia inclui traslado do hotel ou ponto próximo em Nice, transporte entre as vilas em veículo com ar-condicionado, entrada e visita guiada na fábrica de perfumes Galimard, além de bastante tempo livre para explorar cada vila medieval antes de voltar ao pôr do sol.


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