Comece no alto do Haleakala com um guia local, enfrentando o ar gelado e as curvas da montanha. Prove pão de banana nas ruas de cowboy de Makawao e desça até Paia com vista para o mar — lanches, água e comentários ao vivo para um dia que mistura aventura e história da ilha.
O passeio começa com check-in às 7h30 e retorna entre 11h30 e meio-dia, dependendo da época do ano.
A saída é na entrada do Haleakala (cerca de 2.000 metros de altitude) e termina na vila de Paia, na costa norte de Maui.
Não, o check-in é feito no escritório da Maui Mountain Riders.
Sim, o tour inclui lanches e água mineral durante o trajeto.
Sim — é necessário ter mais de 15 anos, mais de 1,50m de altura e pesar menos de 127 kg.
Use roupas em camadas para se adaptar ao clima; leve algo quente para o frio da montanha, que pode mudar rápido.
Sim, o passeio ocorre em qualquer condição climática; é importante se vestir adequadamente.
Sim, um guia local acompanha o grupo com comentários ao vivo durante todo o trajeto.
Seu dia inclui check-in no escritório da Maui Mountain Riders, subida até as encostas do Haleakala, todos os impostos e taxas, água e lanches no caminho, além de comentários ao vivo do guia local, finalizando no ponto de partida por volta do meio-dia.
Eu não esperava que o ar lá em cima fosse tão gelado — parecia que alguém tinha deixado a geladeira aberta no topo de Maui. Ficamos na beirada do Haleakala, tremendo um pouco, e nosso guia (acho que o nome dele era Kimo?) distribuiu jaquetas corta-vento com um sorriso, como se aquilo fosse o normal. O sol ainda não tinha nascido completamente e dava pra sentir o cheiro de eucalipto vindo de trás da gente. Eu só pensava: “Será que a gente vai mesmo descer de bike daqui?” mas ninguém parecia nervoso.
Começamos a pedalar bem na entrada do parque, a mais de 2.000 metros de altitude. As primeiras curvas foram meio trêmulas — talvez fosse nervosismo ou minhas mãos estavam rígidas de frio — mas depois de algumas daquelas famosas curvas fechadas, tudo encaixou. O Kimo ia na frente, contando histórias sobre ranchos e antigas cidades de paniolos (cowboys). Em um momento, ele apontou um campo de uma grama prateada que só cresce nessa altitude. Tentei lembrar o nome, mas esqueci dois minutos depois. A paisagem mudava o tempo todo: às vezes dava pra ver as duas costas da ilha ao mesmo tempo, depois estávamos cercados por pinheiros ou passando por um pasto cheio de vacas que pareciam tão confusas quanto eu.
Paramos para um lanche em Makawao — que ainda é uma cidade de cowboy de verdade, mesmo que hoje em dia a galera use bermuda de surf em vez de bota. Alguém trouxe um pão de banana fresquinho (daquele que gruda no dedo) e juro que nunca comi nada tão gostoso depois de uma hora descendo a montanha. Teve um momento em que o grupo inteiro ficou em silêncio, comendo sob uma árvore de jacarandá — não foi estranho, só tranquilo. Dá pra ouvir galinhas por perto e o som suave de alguém varrendo a varanda.
A última parte até Paia estava mais quente — dava pra sentir o cheiro de sal no ar de novo, conforme a gente se aproximava do nível do mar. Minhas pernas estavam bambas, mas daquela forma boa, como depois de nadar muito tempo. Chegamos na cidade perto do meio-dia, capacetes meio tortos, rindo de quem quase perdeu a última curva perto da padaria. Sempre que vejo minha bike em casa, lembro daquele frio lá no alto... dá vontade de repetir tudo de novo algum dia.
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