Você vai subir as encostas do Cotopaxi com um guia local que conhece cada atalho e história do caminho. Sinta o ar rarefeito no acampamento base, experimente pedalar até a Lagoa Limpiopungo (ou só observe os cavalos selvagens), e depois compartilhe um almoço com novos amigos antes de voltar para Quito — cansado, mas orgulhoso.
Esqueci as luvas. Foi assim que o dia começou — parado do lado de fora do escritório da CarpeDM em Quito, remexendo na mochila enquanto nosso guia, Diego, sorria e me entregava um par extra do próprio bolso. “Você vai precisar delas”, disse, e eu acreditei. A cidade ainda despertava enquanto saíamos, janelas embaçadas pelo nosso hálito e aquela mistura estranha de nervosismo e empolgação antes de algo grande. Paramos para tomar café na estrada — um café tão forte que até deu um formigamento nos dentes, mas daquele jeito bom.
Quando chegamos ao Parque Nacional Cotopaxi, as nuvens pareciam arrastar os pés sobre os campos. Diego apontou para cavalos selvagens pastando perto da Lagoa Limpiopungo — ele os chamou de “mestizos”, meio selvagens como o clima daqui. No Centro de Interpretação Mariscal Sucre, rolou aquele silêncio onde todo mundo só ficava olhando o vulcão através do vidro grosso. Alguém perguntou se ele já entra em erupção sem avisar; Diego deu de ombros e falou, “Ele está sempre de olho.” Carimbei meu passaporte ali — até hoje me faz sorrir lembrar disso.
A subida até o acampamento base a 4.864 metros foi... sinceramente, mais difícil do que eu esperava. Meus pulmões pareciam pequenos demais para aquela altitude, mas Diego mantinha o ritmo devagar. O chão era arenoso, cheio de areia vulcânica que entrava em tudo. Quando finalmente chegamos ao refúgio, alguém ofereceu chocolate (salvador da pátria), e do lado de fora dava para sentir o cheiro da neve no ar — frio e puro. Alguns foram mais alto para tocar a geleira a 5.000m; eu tentei, mas voltei no meio do caminho quando a cabeça começou a rodar. Sem vergonha nenhuma.
Depois veio algo que eu não esperava — um curto passeio de bike descendo até a Lagoa Limpiopungo. Minhas pernas estavam bambas, mas descer de bike parecia enganar a gravidade por um instante. A lagoa parecia até falsa, com o Cotopaxi refletido perfeitamente na água (exceto pelas ondulações feitas por alguns patos). O almoço foi num restaurante simples à beira da estrada — sopa quente e arroz com frango — e todo mundo ficou quieto por um tempo, porque às vezes a comida fala mais que palavras depois de um dia assim.
A trilha até o acampamento base a 4.864m é desafiadora pela altitude; os guias mantêm um ritmo tranquilo, mas é preciso ter preparo físico moderado.
Sim, o almoço em um restaurante local tradicional está incluso após a visita à Lagoa Limpiopungo.
É importante levar roupas quentes, jaqueta impermeável, luvas, gorro, botas ou tênis de trilha; óculos de sol e protetor solar também são recomendados.
Sim — você pode pedir para fazer uma caminhada extra em vez de pedalar até a Lagoa Limpiopungo, se preferir.
É possível avistar cavalos selvagens perto da Lagoa Limpiopungo, além de várias aves pelo parque.
O passeio inclui ponto de encontro em Quito: escritório da CarpeDM ou Hotel Hilton Colón.
O tour completo dura cerca de 9 horas, incluindo transporte de ida e volta a Quito.
Se as condições permitirem, você pode chegar até 5.000m perto da geleira acima do acampamento base após o refúgio.
Seu dia inclui transporte dos pontos centrais em Quito até o Cotopaxi e volta, todo o acompanhamento de um guia local experiente que conhece cada curva da trilha e suas histórias; entrada no Parque Nacional Cotopaxi; uso das bicicletas para o curto passeio (ou opção de caminhada extra); além do almoço em restaurante tradicional antes de voltar para casa cansado, mas feliz.


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