Você vai caminhar entre moais imponentes em Ahu Tongariki antes da chegada da maioria dos turistas, explorar campos silenciosos de gigantes inacabados na pedreira de Rano Raraku e ficar em penhascos com vento forte sobre a lagoa da cratera de Orongo ouvindo lendas antigas da ilha. Com um guia local cuidando do traslado e contando histórias que você não encontra em livro, a Ilha de Páscoa fica perto — quase familiar ao pôr do sol.
Chegamos em Hanga Roa e, quando nosso guia Matías apareceu com a van, eu ainda estava meio sonhando com aqueles rostos gigantes de pedra. Ele nos entregou água gelada (boa ideia — o clima é úmido mesmo cedo) e partimos direto para Ahu Tongariki. Os moais já estavam lá antes do sol, os quinze alinhados de frente para aquele oceano azul selvagem. Não imaginei que me sentiria tão pequeno ali; Matías contou que um tsunami já arrastou essas estátuas para o interior como se fossem brinquedos. Ele mostrou as marcas nas costas deles onde as ondas bateram — dava pra quase sentir a história sob nossos pés.
Mais tarde, em Rano Raraku, a pedreira onde todos os moais foram esculpidos, o silêncio dominava, só o vento mexendo a grama. Centenas de estátuas inacabadas espalhadas, meio enterradas — algumas com os rostos aparecendo, como se estivessem esperando alguém para despertá-las. Toquei uma (com cuidado, prometo!) e ela estava fria e áspera, moldada por séculos de chuva. Na praia de Anakena, a areia era quente e macia, e Matías explicou que antigamente enterravam moais ali para protegê-los dos invasores. Não nadamos (o foco do tour é mais nas histórias do que no banho de mar), mas só ver aquelas estátuas na areia já foi surreal.
A vila de Orongo fica no alto de um penhasco, de frente para uma lagoa na cratera — dava pra sentir o cheiro de terra molhada misturado com o ar salgado do mar lá embaixo. Foi ali que rolavam as competições do homem-pássaro; Matías contou como os homens desciam os penhascos para pegar um ovo numa ilhota próxima (tentei me imaginar fazendo isso... não rolou). O vento lá em cima quase levou meu chapéu embora. Também paramos em Ahu Akivi, onde sete moais olham para o mar, diferente dos outros que encaram para o interior — dizem que representam os primeiros colonizadores que chegaram de canoa. É curioso como cada lugar tem uma vibe própria; alguns são solenes, outros quase brincalhões se você olhar com atenção.
Até hoje penso em Tahai na luz do fim da tarde — crianças jogando bola por perto, cachorros dormindo na sombra enquanto caminhávamos entre estátuas caídas e antigas fundações de casas. Não são só ruínas; tem gente vivendo ali cercada por toda essa história. A última parada foi Puna Pau, onde esculpiam aqueles cocares vermelhos dos moais em pedra vulcânica macia. Nessa hora meus sapatos já estavam cheios de poeira e minha cabeça cheia de perguntas que nem tinha pensado antes de chegar.
O tour dura dois dias inteiros, com horários flexíveis conforme seu interesse.
Sim, o traslado de ida e volta do hotel está incluso para sua comodidade.
Você vai conhecer Ahu Tongariki, a pedreira de Rano Raraku, a vila cerimonial de Orongo, a praia de Anakena, Tahai, Puna Pau, Ahu Akivi e outros.
Não, as refeições não estão incluídas; água mineral é fornecida, mas a comida fica por sua conta.
Sim, crianças podem participar, desde que acompanhadas por um adulto; bebês ficam no colo.
Sim, você deve comprar o ingresso do parque nacional ao chegar no aeroporto da Ilha de Páscoa e levá-lo todos os dias.
O tour envolve caminhadas moderadas em terrenos irregulares nos sítios arqueológicos.
O foco é história e arqueologia; nadar não está no roteiro principal, mas você pode voltar depois por conta própria.
Nos seus dois dias, incluímos traslado de ida e volta no centro de Hanga Roa e transporte em minivan com ar-condicionado, sempre com água mineral à mão (você vai precisar). Seu guia local motorista acompanha cada passo — contando histórias durante o caminho — para você não se preocupar com nada nem perder nenhum detalhe pelas trilhas empoeiradas.


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