Você vai explorar os vales do Cajón del Maipo com uma guia local, tomar um café forte à beira do rio, caminhar pela margem turquesa do Embalse El Yeso, provar queijo de cabra direto das fazendas próximas e curtir um piquenique folclórico com música e dança antes de voltar para Santiago — tudo em um dia cheio de experiências reais.
Já estávamos subindo pelas encostas perto de Santiago quando nossa guia, Camila, apontou uma fileira de casinhas minúsculas penduradas na beira do vale — ela contou que ali moram famílias que vivem no Cajón del Maipo há gerações. O ar trazia um leve cheiro de eucalipto e poeira; eu não resisti e fui abrindo a janela, mesmo com o friozinho. Em uma parada perto do rio Maipo, alguém me ofereceu um café tão forte que minhas mãos até tremiam (e eu adorei). Camila riu e contou que o avô dela costumava pescar ali antes da barragem existir. Tentei imaginar aquele silêncio só com o som da água, antes de toda essa movimentação.
A viagem até o Embalse El Yeso pareceu mais longa do que eu esperava, mas talvez fosse porque eu não conseguia parar de olhar para aquelas montanhas. Quando finalmente chegamos perto do reservatório, o vento bateu forte e gelado. A água tem mesmo aquele tom azul-esverdeado que a gente vê nas fotos — só que mais gelada, de algum jeito. Caminhamos por uma trilha sinalizada enquanto Camila mostrava flores silvestres (ela chamou de “flores de cordilheira”, que soa muito mais bonito em espanhol). Tinha cabritos por perto — filhotes — e o som dos sinos pendurados neles ficou ecoando na minha cabeça o dia todo. Alguém passou um queijo de cabra fresquinho com mel; juro que dava pra sentir o sabor da grama.
O almoço não foi só um piquenique; parecia que a gente tinha invadido uma festa de família. Pessoas vestidas com roupas tradicionais chilenas montavam mesinhas com queijos, azeitonas, salame — até alfajores caseiros. Dois locais começaram a tocar violão antigo e, de repente, todo mundo bateu palmas enquanto duas mulheres dançavam cueca ali mesmo na grama. Tentei participar de um jogo chamado “la rayuela” (algo parecido com ferraduras?), mas confesso que fui péssima. Nem ligaram; todo mundo torceu mesmo assim.
Não esperava me sentir tão longe de Santiago tão rápido — nem rir tanto tomando um vinho com gente que eu nem conhecia. Na volta, Camila apontou onde as montanhas ficam cor-de-rosa no pôr do sol (disse que tem um nome especial pra isso no espanhol chileno, mas já esqueci). Às vezes, só basta se deixar fazer parte da tradição de outra pessoa por um dia. Até hoje, quando tudo fica barulhento em casa, lembro daquela vista sobre o Embalse El Yeso.
O tour dura o dia todo, com retorno a Santiago por volta das 18h.
Sim, o serviço de busca e retorno ao hotel está incluso na reserva.
O piquenique oferece queijos, azeitonas, salame, petiscos, sucos, brinde com vinho e alfajores caseiros.
A visita à sessão folclórica tradicional está incluída; a entrada ao Parque Cordillera é opcional e não está inclusa.
Sim, você poderá fotografar cabritos e provar queijo de cabra fresco das fazendas da região.
Sim, o guia fala inglês; o tour pode ser multilíngue dependendo do grupo.
O tour é adequado para todos os níveis físicos, mas bebês devem ficar no colo dos adultos; algumas atividades são mais voltadas para adultos.
O clima nas montanhas pode ser frio; leve roupas quentes e proteção solar, pois o tempo muda rápido.
Seu dia inclui transfer de ida e volta do centro de Santiago, transporte em minivan com ar-condicionado por vilarejos andinos com explicações ao vivo da guia, entrada em sessão folclórica com música e dança ao vivo, degustação de queijo de cabra fresco e mel artesanal em paradas rurais no Cajón del Maipo, tempo no reservatório Embalse El Yeso com trilhas fáceis e vistas panorâmicas, além de um piquenique caprichado com queijos, petiscos, sucos e vinho local antes do retorno à noite.


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